O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 23/09/2019

Em pleno século XXI, com inúmeros recursos de informação como a internet, parece insensato pensar que uma grande parcela dos brasileiros - em especial os jovens - não tomam medidas profiláticas para evitar a contaminação por doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Entretanto, essa é a alarmante realidade e está, inclusive, permitindo que os indíces de contaminação aumentem. Logo, urge-se o debate e a necessidade de medidas a serem tomadas para que a compreensão, tanto das condutas, quanto dos riscos para se evitar a disseminação de patógenos e danos à saúde humana.

Destarte, como afirmava o Estadista e Nobel da Paz Nelson Mandela, a educação e o ensino são as armas mais poderosas para mudar o mundo. Nesse sentido, surge a reflexão sobre quais medidas estão sendo implementadas e qual a sua efetividade, tanto em nível governamental como também no social para se mudar esse cenário. Posto que não basta entregar um preservativo para um jovem ou adolescente nas escolas e dizer para usá-lo, é preciso rever o método atual, visto que a introdução de um hábito, de uma conduta, principalmente na situação que se insere apresenta-se imprescindível uma orientação mais aprofundada, pois se não fosse assim o cenário vigente não estaria nesse recrudescimento estatístico que é visto.

Ademais, o sexo desprotegido é uma conduta que permite o aumento do risco de  contaminação, e a própria UNAids, órgão das Nações Unidas que analisa a incidência da AIDS no globo, afirma que os índices no Brasil tem aumentado. Dessa forma, o problema se mostra real, já que inúmeras doenças sexualmente transmissíveis, como a AIDS, podem inclusive matar se não diagnosticadas previamente. Prova disso, foi a morte de inúmeras celebridades jovens no século passado, como o próprio Cazuza, que descobriu tardiamente que contraíra o HIV, e faleceu com pouco mais de 30 anos de idade. Nesse sentido, apesar de atualmente a medicina estar mais avançada, o método mais efetivo de combate as doenças ainda é a prevenção.

É imprescindível, portanto, rever as medidas atuais de prevenção e enfrentamento ao sexo desprotegido. Para isso cabe o uso de duas ferramentas poderosas, a educação e as redes sociais, que podem ser utilizadas para veicular a informação. Assim, o governo federal, estadual e municipal poderiam estender o mês de dezembro que é o de prevenção da Aids até o final de fevereiro no pós carnaval, incluindo campanhas com seminários e palestras com pais, alunos e profissionais da saúde em escolas e universidades para instruir e educar sobre a importância da prevenção. Inclusive, também os órgãos públicos pertencentes ao ministério da Saúde e da Educação, através de redes sociais como Facebook e Instagram,  poderiam publicar campanhas de estímulo da prevenção ao sexo desprotegido