O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 29/09/2019
Entende-se por “DST” as doenças sexualmente transmissíveis, contraídas mediante sexo oral, anal e vaginal sem proteção, algumas podem ser passadas de mãe para filho durante a gestação e parto ou ainda por meio do contato com o sangue infectado. No Brasil, é o grande número de jovens com soro positivo para tais doenças que assombra a saúde e o bem estar desses cidadãos. O fato é que esse grupo tem crescido cada vez mais nos últimos tempos devido à sentimentos de segurança frente a quantidade de tratamentos e à promiscuidade sexual.
Em primeiro lugar, o avanço tecnológico propiciou rapidez dos diagnósticos e eficiência de tratamentos, aumentando a expectativa de vida dos indivíduos e gerando um sentimento de segurança e imunidade às doenças. Sendo assim, muitos casais deixam de usar camisinha, objeto essencial para prevenção de infecções, para se apoiarem nos medicamentos. Consequência disso, é a seleção de microrganismos resistentes aos tratamentos dificultando a atuação desses. Segundo a OMS, clamídia, sífilis e gonorreia são as bacterioses que mais se fortificaram frente ao recorrente uso dos antibióticos.
Outrossim, segundo o sociólogo especializado em Saúde Pública, Alexandre Grangeiro, há uma grande preocupação com as novas gerações, pois houve uma mudança significativa de comportamento dos jovens quanto à saúde sexual. Corroborando para tal afirmação, o uso dos aplicativos de relacionamento revolucionou as formas de interação interpessoal, pois promoveu a ideia de sexo casual com maior facilidade, o que se traduz em maiores taxas de risco na ausência de uma consciência de prevenção e cuidado, contribuindo para o aparecimento de novas infecções.
Portanto, a ignorância quanto aos tratamentos e a promiscuidade sexual têm causado um aumento de DSTs entre os jovens brasileiros. A fim de inverter esse quadro e tornar as pessoas aptas a exercerem seus desejos sexuais e reprodutivos, é necessário que os Parâmetros Curriculares Nacionais promovam projetos de orientação sexual incluindo em séries de Ensino Médio noções biológicas, sociológicas e culturais sobre a sexualidade devidamente adaptadas às faixas etárias do público alvo, assim o Brasil terá jovens informados sobre os perigos que os cercam e profilaxias que podem ajudá-los.