O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 30/09/2019
Guerra improvável, paz impossível", Raymond Aron disse e resumiu a Guerra Fria. Porém, em um contexto sócio-histórico onde as relações sexuais desregradas foram encaradas como revolução ao sistema dominante e houve a banalização dos métodos profiláticos, é claro que o sociólogo francês também resumiu a questão do aumento das doenças sexualmente transmissíveis. Isso, no entanto, faz a sociedade refletir sobre o que fez que, apesar do aumento de profilaxia, as DSTS voltassem a ser um problema como há 40 anos atrás quando não havia reconhecimento sequer das doenças.
Com base em pesquisas do portal de notícias Globo, cerca de pouco mais de 50% dos jovens entre 18 e 26 anos estima-se ter alguma Dst, sendo estes, muitas vezes, não tendo conhecimento sobre ter a doença. Assim, vulneráveis a falta do diagnóstico e tratamento, acabam transmitindo a outras pessoas na ingenuidade.
Nessa perspectiva, a mesma pesquisa já comprovou que o único método capaz de prevenir tais doenças é somente considerado para a prevenção de gestações indesejadas, mostrando então um esquecimento e falta de conhecimento sobre a forma como essas infecções vem se tornando um problema entre os jovens. Por conseguinte, os métodos profiláticos, como a vacina e o preservativo, apesar de esquecidos, soam como a solução eterna de um problema que é necessário prevenir-se constantemente.
Dessa forma, Raymond Aron não errou em dizer que a paz é impossível, já que o Estado aliado da sociedade colaboram para que essa informação não chegue aos jovens. É preciso, portanto, que a sociedade, como um todo, pressione o Ministério da Saúde por investimentos em campanhas acessíveis de doenças sexuais e métodos profiláticos acessíveis por meio dos postos de saúde e palestras em mídias de massa. Ademais, cabe as universidades, como grandes concentradoras de jovens, instruir seus jovens quanto o aumento dessas doenças para que um dia os jovens brasileiros deixem de ter esse problema como é atualmente.