O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 24/09/2019

O artigo 196 da Constituição Federal Brasileira assegura que saúde é um direito de todos e um dever do estado. No entanto, embora já exista esforços sendo realizados por parte do governo para prevenir a população contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis, a exemplo da distribuição de preservativos e da veiculação de campanhas publicitárias sobre o tema, a Secretaria de Saúde registrou um aumento nos casos de DSTs, em especial entre os jovens.

Certamente, há uma ineficiência na comunicação entre o Estado e o público jovem, o que gera um alcance limitado das atuais tentativas de prevenir a disseminação dessas doenças. Como resultado, perpetua-se a desinformação, mantendo a sexualidade como um tabu. Um exemplo disso é a ideia errônea de muitas pessoas, inclusive de profissionais da saúde, de que só contrai sífilis, clamídia, gonorréia, herpes, entre outras Infecções Sexualmente Transmissíveis, quem é promíscuo, quando, na verdade, basta praticar sexo inseguro.

Além disso, o alarmante número de casos de AIDS e outras DSTs registrados no Brasil recentemente, gera consequências como danos físicos, psicológicos e sociais aos indivíduos infectados, ora pelo adoecimento, ora pelo preconceito sofrido pelos portadores dessas ISTs e ainda aumenta a pressão sobre o sistema público de saúde, já bastante sobrecarregado.

A propósito desse cenário, cabe relembrar o dito popular “prevenir é melhor que remediar”. Logo, o Ministério da Saúde deve realizar campanhas midiáticas com linguagem mais apropriada ao público jovem, veiculando-as em canais de comunicação específicos, como as redes sociais, por meio de parcerias com influenciadores digitais, modelos bem quistos pela parcela da população que está na adolescência.

Em paralelo, o Ministério da Educação deve estimular as escolas a gerirem aulas de educação sexual, com o envio de materiais educacionais produzidos por especialistas das áreas de saúde e ensino. Assim, o tema da sexualidade, sendo discutido no cotidiano deixa de ser um tabu, garantindo, a a partir da informação e da prevenção, uma maior plenitude na saúde física e mental dos jovens brasileiros.