O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 23/09/2019
As doenças sexualmente transmissíveis(DST´s) não escolhem gênero, cor, idade ou classe social, todos estão propensos a contraí-las caso não tenha cuidado preventivo. Com isso, nos últimos anos no Brasil, segundo a Secretaria de saúde, ocorre um aumento nos índices gerais de contaminação entre os jovens, do qual são reflexos da negligência da educação sexual. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas, consequências e possível solução para esse impasse.
Em primeiro lugar, muitas vezes como forma de proteção, responsáveis negligenciam a conversa sobre “sexo”, que é um ato quase inevitável na vida dos jovens, que, se educados sobre, provavelmente se afligiriam em relação ao uso de preservativos e buscariam melhor conhecimento sobre seus parceiros sexuais, inclusive os que são encontrados nos aplicativos de namoro e baladas, evitando, além de DST’s e IST’s, resultados não esperados, como a gravidez precoce.
Sendo assim, o fato de que 20% das mulheres com mais de 16 anos nunca foram ao ginecologista, segundo o site O Globo, evidenciando que, pelo costume de não naturalizar a abordagem sobre a vida sexual e problemas relacionados, muitos indivíduos abrem mão de consultas médicas e recursos terapêuticos. No entanto, essas DST’s podem trazer inúmeras consequências para a saúde como: infertilidade, natimortos, gravidez ectópica e aumento do risco de HIV.
Portanto, é crucial a participação do Governo, em oferecer políticas públicas para o combate de DST’s e IST’s no meio juvenil, dentre elas, a criação de matérias disciplinares sobre educação sexual nas escolas, sendo abordadas no ensino médio e palestras em universidades. Ademais, é fundamental também, que a Secretaria de Saúde, atualize as formas de abordagem ao público dessa nova geração, atuando principalmente no meio digital, com campanhas publicitárias dinâmicas, incentivando o uso de preservativo e mostrando, não de forma explicita, as possíveis consequências no seu negligenciamento.