O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 27/09/2019
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), clamídia, gonorreia e sífilis são as doenças sexualmente transmissíveis mais comuns, afetando uma em cada 25 pessoas no mundo, com o surgimento de mais de um milhão de novos casos diariamente. Segundo a OMS, o motivo para números tão altos é a negligência no uso da camisinha, que deveria ser utilizada em todas as relações sexuais, especialmente com parceiros casuais. No Brasil, dados do Ministério da Saúde mostram que a população entre 25 e 39 anos é a mais suscetível a contrair as enfermidades transmitidas pelo sexo.
Apesar das campanhas e dos alertas dos médicos, pouco mais da metade dos jovens entre 15 e 24 anos usa preservativo na relação com parceiros eventuais. Salienta-se que, qualquer pessoa sexualmente ativa, independente de faixa etária, classe social ou opção sexual, pode contrair uma DST ao praticar sexo inseguro. A falta do preservativo ocorre porque o progresso da medicina na questão de tratamentos de infecções graves, como HIV, induz as pessoas a pensarem que, não havendo risco de vida, não há necessidade de prevenção. Por essa razão, especialistas ressaltam a importância de promover a educação sexual e o uso de preservativos, melhorar a vigilância de DSTs e desenvolver formas de diagnóstico e tratamento mais eficazes, visto que a maioria das infecções são assintomáticas. Logo, a falta de sintomas permite que esses indivíduos continuem a fazer sexo sem proteção e transmitindo essas doenças para terceiros que perpetuam esse comportamento.
Mesmo que algumas doenças sejam passíveis de prevenção com medicamentos e vacinas, as consequências de algumas outras podem ser drásticas, inclusive levando ao óbito, posto que os microrganismos que provocam estas doenças estão cada vez mais resistentes aos tratamentos. É necessário que exista um acesso fácil e com boa assistência ao sistema público de saúde, sem discriminação dos pacientes (principalmente portadores de HIV), além de educação, informando a população sobre os riscos da relação sexual desprotegida e sobre os riscos de excesso de parceiros.
Isto exposto, percebe-se que a detecção precoce e o tratamento são ferramentas potentes de prevenção que interrompem a cadeia de transmissão. Desta forma, urge que o Ministério da Saúde, em parceria com as Secretarias de Saúde, estaduais e municipais, fortaleçam a estrutura de atendimento existente quanto aos exames preventivos, melhorando o acesso aos métodos de prevenção destas doenças, com o oferecimento de preservativos e de profilaxias pré e pós-exposição, além de campanhas de vacinação para HPV e hepatite B. Ademais, também deve o Ministério estabelecer parceria com os meios de comunicação para veiculação de campanhas educativas sobre o tema, abordando tanto a prevenção, quanto informações sobre o tratamento adequado.