O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 02/10/2019
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o aumento de DSTs entre jovens brasileiros apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária que mescla conflitos nas esferas sociais e política, analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problemática é medida que se faz imediata.
A priori, destaca-se o a banalização das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que com passar dos anos e com surgimentos de formas de tratamentos para esses males, os jovens “perderam” o medo de contrair uma DTSs como a Aids. Como consequências disso a prevenção vem sendo deixada de lado pelos jovens. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a vulgarização dessas doenças contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Outrossim, é preciso ressaltar que essa cultura de ter relações sexuais sem proteção é reflexo da realidade brasileira de desordem pública, social, econômica e política. Sem dúvida, um dos grandes fatores desse descaso é fruto de uma educação deficitária, em que as escolas ignoram assuntos de grande importância como a sexualidade, a qual teria a eficácia de ensinar e debater sobre as DSTs e as formas de prevenção, como instrumento educativo, de inclusão, formação e cidadania, capaz de proporcionar uma cultura de paz.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte cabe ao Ministério da Educação a elaboração de propagandas midiáticas de cunho educativo, como campanhas protéticas e de conscientização sobre a importância do uso da camisinha durante as relações sexuais como forma de prevenção as doenças. Para que as DSTs continuem sim a ser combatidas e consequentemente abolidas. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do aumento de DSTs entre jovens brasileiros e a coletividade alcançará a Utopia de More.