O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 24/09/2019

Durante as guerras por independência que assolaram o continente africano na segunda metade do século XX, a transmissão do vírus da AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) estimulou o desenvolvimento de novos medicamentos e a opção por práticas sexuais mais responsáveis. No entanto, nos dias de hoje, a ausência de educação sexual nas escolas e a carência de diálogo nos núcleos familiares contribuem para o avanço de DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) entre brasileiros de 20 a 29 anos. Nesse sentido, a parcela mais jovem da população deve ater-se à necessidade de adotar hábitos mais seguros, a fim de evitar a contração dessas infecções.

Em primeira instância, de acordo com informações disponíveis no site “Nova Escola”, o percentual de instituições de ensino públicas, no Brasil, que aderiram à educação sexual não atinge os 20%. Esse panorama, todavia, prejudica, e por vezes impossibilita, a preparação de adolescentes e jovens para uma vida sexual mais segura e responsável. O estabelecimento de discussões e debates, desde o ensino fundamental, acerca da sexualidade e do cuidado com o próprio corpo atua na redução dos casos de ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) entre a juventude e de gestações precoces e indesejadas, já que permite o esclarecimento de dúvidas sobre o uso de preservativos, os organismos feminino e masculino e os anticoncepcionais, por exemplo.

Outrossim, ainda tratadas como tabu por uma parcela expressiva da população brasileira, diálogos que abordam temáticas sexuais não são frequentes em núcleos familiares. Ideias equivocadas, advindas do senso comum, de que falar sobre o assunto estimula o sexo precoce, impedem que a juventude adote hábitos mais saudáveis e seguros, que dificultem a proliferação de DSTs. Segundo a psicóloga Laura Muller, especialista em sexualidade, os pais, como os primeiros educadores dos filhos, devem dar espaço e suporte para que os jovens sanem seus questionamentos e angústias e sintam-se mais seguros.

É evidente, portanto, a necessidade de propor alternativas ao aumento dos casos de DSTs entre a juventude brasileira. O Ministério da Educação, em parceria com as Secretarias de Educação municipais, deve asseverar a implementação da educação sexual nas escolas públicas do país desde o ensino fundamental, a partir de aulas e debates acerca do tema, a fim de dar suporte informacional aos estudantes. Ademais, os meios de comunicação governamentais devem promover campanhas que estimulem o diálogo, no convívio familiar, sobre a sexualidade, de forma a dar segurança aos jovens e evitar possíveis questionamentos. Assim, a ação conjunta entre família e poder público proporcionará a formação de indivíduos responsáveis e conscientes dos riscos oriundos das ISTs.