O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 24/09/2019
A terceira Revolução Industrial acontecida no século XX, possibilitou a descoberta das causas de muitas doenças,inclusive das infecções sexualmente transmissíveis (IST’s) , e assim,adotar medidas profiláticas contra elas.Contudo,no Brasil,esses avanços não foram suficientes para coibir o crescimento de infectados, e esse fato está intrinsecamente vinculado aos tabus existentes na sociedade, somado à inércia do governo frente a esse problema que revela a crise do sistema de saúde pública
Em relação a isso,verifica-se que a permanência de arcaímos na estrutura social brasileira impedem o contato dos indivíduos com a educação sexual.Nesse sentido,observa-se nas escolas,onde deveria ser um espaço para tal deliberação,a temática acerca das IST’s, bem como dos métodos de preservação, são abordados superficialmente, em razão da tensão implantada ao discorrer sobre esses conteúdos.Outrossim,a situação é ainda pior no que refere ao diálogo familiar.Logo,para evitarem constrangimentos, os jovens sequer cogitam uma conversa educativa com os pais,a qual seria altamente relevante para a instrução deles.
Ademais, a postura inerte do estado frente a elevação do número de contaminados sexualmente ressaltam a ineficácia dos agentes públicos contra essas epidemias.Consoante à Constituição Federal de 1988,é dever do estado promover a saúde pública aos cidadãos.A despeito da disponibilização de preservativos nos postos de saúde,os jovens não são instruídos a usá-los.À vista disso,apenas em períodos específicos do ano nota-se a mobilização estatal no que concerne ao incentivo e alerta sobre os riscos aos quais são submetidos numa relação desprotegida.No mais, a iniciativa federal contra essa situação de calamidade é nula.
Nesse contexto,constata-se que a sociedade brasileira enfrenta muitos tabus os quais necessitam de serem ultrapassados,uma vez que comprometem a população de maneira geral.Por Conseguinte,compete ao Ministério da Saúde juntamente ao Ministério da Educação a realização de campanhas educativas durante todo o ano,as quais alertem e ao mesmo tempo conscientizem a população em relação à necessidade de proteção durante as relações sexuais.Uma alternativa viável seria a exposição em outdoors,banners e outros meios de publicação, analogamente às campanhas de combate ao cigarro, dados informativos contendo o número de infectados no país,agentes causadores, sintomas,complicações e outras maneiras de advertir as pessoas.Para maximizar essa ação, a ênfase do Governo deverá ser nas escolas,universidades e nos demais lugares frequentados pelo público juvenil.