O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 24/09/2019
Sabe-se que foi na década de 60 que a pílula anticoncepcional chegou ao mercado, fato que motivou as pessoas a se importarem menos com a proteção sexual, e, consequentemente os índices de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) aumentaram de forma significativa. Hodiernamente, no entanto, muitas pessoas veem essas doenças de forma banalizada, a Aids, por exemplo, deixou de assustar as pessoas, ao contrário do que ocorreu no passado. Diante dessa perspectiva, é necessário analisar a falta de conscientização, principalmente, dos jovens, bem como o crescimento do número de parceiros sexuais desse grupo.
Convém ressaltar, a princípio, a ausência de percepção da sociedade em geral, no que diz respeito ao uso de preservativo como forma de proteção não só de doenças, mas também de gravidez indesejada. Nesse contexto, as consequências da eclosão epidêmica são fortemente sentidas pela população de tal forma que o elevado índice de mortes, aterroriza a nação. Segundo o sociólogo francês, Pierre Bordieu, a família tem função de promover a educação para seus filhos, de fato, os familiares são a base do conhecimento primário, ou seja, é essencial que esses comentem sobre a notoriedade do uso do preservativo, e dê instruções para esses menores que estão entrando na vida sexual.
Outrossim, cabe salientar também, o acréscimo no número de parceiros sexuais durante a vida pessoal, atrelado à vergonha de muitos ao contraírem doenças não procurando devidos cuidados. Dessa maneira, faz se presente a teoria filosófica-moral, o Hedonismo, que tem por conceito a busca excessiva do prazer como bem supremo, análogo a essa doutrina muitas pessoas buscam o sexo como forma de satisfação momentânea, procuram vários parceiros como forma de entretenimento. Como consequências estão as DSTs, que podem trazer inúmeros problemas para a saúde, como o HIV por exemplo, que não tem cura.
Destarte, medidas são necessárias para alterar esse cenário. Para tal, urge que a Escola, em parceria com a família, trabalhe a orientação da educação nas escolas de forma mais assertiva em relação a assuntos sexuais, oferecendo palestras para os alunos desde o ensino fundamental, focando na valorização da vida e nas consequências de doenças venéreas, a fim de amenizar o número de infectados no país que só cresce. Ademais, cabe a Organização Mundial da Saúde, juntamente com o Governo federal, disponibilizar materiais educativos em forma de vídeos e folhetos que exibam sintomas, sites de ajuda, e decisões a se tomar em caso de suspeita de alguma doença do tipo, com intuito de sociabilizar esses atingidos por essas doenças. Adotadas essas ações, será possível amenizar essa irresponsabilidade que ocorre no país.