O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 01/10/2019
Consoante ao ativista político Martin Luther King, nós aprendemos a voar nos ares como pássaros. Nós aprendemos a nadar nos mares como peixes. Mesmo assim, nós ainda não aprendemos a andar na terra como irmãos e irmãs, logo, o aumento de doenças sexualmente transmissíveis (DSTS) entre jovens brasileiros é um impasse que necessita da atenção de todos. Nesse contexto, é notório que a sociedade tem um papel indispensável para a resolução desse problema, que tem como colaboradores a negligência no uso de preservativos e o preconceito advindo da falta de informação. Portanto, haja vista que é de suma importância uma reeducação social civil por meio dos agentes adequados para a minimização dessas enfermidades de forma eficaz.
Em 1904, as camadas populares do Rio de Janeiro saíram às ruas para enfrentar os agentes de Saúde Pública contra a vacinação que estava sendo posto sobre eles, sem informação e de forma obrigatória, ato que foi intitulado como Revolta da Vacina. Hodiernamente, esse momento distancia-se à realidade brasileira, a saber, que todos têm direito a informação e escolha. Nesse contexto, é inegável a importância no uso de preservativos para evitar DSTS, visto que, os métodos contraceptivos funcionam como protetores contra a entrada de vírus e bactérias no organismo. Isto é, previnem de diversas infecções.
Outrossim, a falta de conhecimento social sobre essas doenças ainda é uma grande dificuldade à diminuição. É sabido que a falta de informação correta e análises equivocadas sobre essas enfermidades pode provocar preconceito e isolamento. De fato a ignorância no âmbito educacional resulta em falta de compreensão e tratamento adequado, de forma que o indivíduo não consegue melhorar como melhoraria caso estivesse recebendo o devido cuidado. De acordo com o portal de notícias G1, se essas doenças não forem tratadas, podem levar a efeitos graves e crônicos, como problemas neurológicos. Logo, é indispensável que haja um olhar mais atento sobre esse problema. Diante do exposto, cabe às instituições de ensino com proatividade o papel de deliberar acerca da importância do uso de preservativos em palestras elucidativas por meio de exemplos, dados estatísticos e declarações de pessoas envolvidas no tema, para que a sociedade civil, em especial os adolescentes não sejam negligentes quanto a prevenção, para que os impactos sejam reduzidos. Por fim, ativistas políticos devem realizar mutirões no Ministério da Saúde, para pressionar os demiurgos indiferentes à problemática abordada, com o fito de incentivá-los a especializar educadores nessa área, por meio do aumento da disponibilização de verbas, para que a sociedade seja cada vez mais informada. Dessa forma, andaremos como irmãos, como diz Martin Luther King.