O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 28/09/2019
Em Homem-Aranha, “Potestade”, a radiação dos fluídos corporais de Peter Parker, fez com que Mary Jane, desenvolvesse câncer. Fora da ficção, o aumento de doenças sexualmente transmissíveis, como a AID’s e sífilis, estão inteiramente relacionadas com a ausência de debates sobre educação sexual nas escolas e a postura negligente dos jovens brasileiros. Assim, é importante analisar esses fatores, a fim de superá-los.
A educação é um importante instrumento na formação dos indivíduos, uma vez que, ela desmitifica muitas coisas socialmente ensinadas. Logo, a expansão dos casos de DST’s,é um reflexo da inação de boa parte das instituições de ensino. Isso porque, historicamente, a repressão da liberdade sexual, alinhada à crenças religiosas, criou barreiras culturais e sociais sobre sexualidade. Esse fenomêno, influencia a dificuldade de diálogo, que restringe o campo de abordagens sobre o assunto. Além do receio dos profissionais em discutir o assunto, para não incitar a atividade libertina precoce ou transgredir valores familiares. Por isso, é substancial a alteração desse quadro que vai de encontro com o uso do conhecimento.
Outrossim, o comportamento omisso dos juvenis contribui, para o agravamento desse status quo. Segundo Carlos Drummond de Andrade, " a educação visa melhorar a natureza do homem o que nem sempre é aceito pelo interessado". Fora da literatura, esse conceito se adequa às atitudes dos indivíduos, entre quinze e dezesseis anos, que desconsidera estudos e metódos preventivos em suas relações “amorosas”. Isso se fundamenta, por exemplo, em conhecimentos prévios sobre o parceiro(a). Em consequência, a pessoa desconsidera os relacionamentos anteriores e possibilita a difusão de vírus, trazendo grande instabilidade no sistema de saúde. Desse modo, faz-se mister uma mudança nessa conduta de forma urgente.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater o avanço dessas doenças. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação e Cultura- orgão responsável pela formação cívil- inserir, nas escolas, a discussão e o ensino da Educação Sexual, por meio da capacitação de profissionais, para ultrapassar os tabus construídos e possibilitar ao indivíduo uma relação mais saudável. Ademais, com esse suporte o jovem escolherá com mais conciência e respeito pelo próximo. Contrariando, deveras o pensamento de Drummond.