O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 25/09/2019
“Carpe Diem”, expressão muito utilizada na literatura árcade, se baseia em desfrutar ao máximo do período presente frente ao futuro incerto. Além disso, no século XXI, esse termo possui muitos adeptos ,principalmente da camada jovem, cujo anseio de usufruir de suas liberdades faz-se evidente. Entretanto, esse pensamento radical pode levar ao aumento de infecções de cunho sexual, visto que a proteção é deixada em segundo plano. Por isso, cabe a discussão acerca de como a ausência de educação sexual escolar e a permanência do sexo como tabu entre parentes corroboram para o aumento de IST’s entre jovens do Brasil.
A priori, é evidente que a falta da disciplina de educação sexual nas escolas agrava a problemática.
Segundo John Locke, filósofo inglês, o ser humano é como uma tábula rasa, nasce como uma folha em branco a ser escrita , ou seja, sem conhecimento algum. Diante disso, a escola possui o papel fundamental no processo de aprendizagem e criticidade da população , porém quase nenhuma apresenta educação sexual em sua grade curricular. Em consequência disso, os jovens são alçados do conhecimento sobre proteção na prática do sexo e ,de acordo com a Secretaria da Saúde,em menos de uma década houve o aumento de mais de 20 mil casos de IST’s na faixa etária dos 20 aos 28 anos.
Outrossim, o sexo ainda é tratado como tabu em muitas famílias, servindo como mantenedor dos problemas associados ao aumento de casos de infecção. Na idade média, Galileu Galilei, físico italiano, ao defender o heliocentrismo, se posicionou contra o tabu da época de divergir das ideias aristotélicas da igreja católica e , assim, permitiu grandes avanços posteriores na ciência. Correlacionado a isso, muitas famílias não debatem acerca de assuntos sexuais e , por necessidade, muitos jovens recorrem a sites, revistas e até colegas a fim de obter informações sobre o assunto. Por conseguinte, não há um retrocesso no número de doenças sexualmente transmissíveis , visto a falta de discussões no próprio lar do indivíduo.
Urge, portanto, a necessidade da ampla discussão e disseminação do assunto sexo e suas consequências. Para isso, cabe ao Ministério da Educação implementar na grade curricular das escolas públicas e privadas - no ensino fundamental e médio - a disciplina de educação sexual e , assim, orientar desde os pré-adolescentes os devidos cuidados e formas de proteção que devem ser tomados na hora do ato sexual. Além disso, cabe ao Ministério da Saúde, em consonância com psicólogos , organizar campanhas - através de revistas, jornais e redes sociais - que incentivem a conversa entre familiares sobre o assunto a fim de superar o tabu ainda presente no século XXI. Dessa forma, o pedaço da folha que antes estava em branco será escrito de forma a prevenir possíveis doenças.