O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 26/09/2019

O simbólico filme dirigido por Jonathan Demme, “Filadélfia”, retratou a vida de um homem homossexual que perdeu o emprego por uma parcela preconceituosa da sociedade, por descobrir ser portador da AIDS. Nesse contexto, erroneamente associado à sexualidade, a doença pode manifestar-se em qualquer pessoa, independente da orientação sexual, visto que fatores como negligência familiar e carência informacional corroboram para ampliar o número de portadores no Brasil.

Em primeiro plano, ressalta-se que a família tem um papel fundamental na orientação dos filhos a cerca da prática sexual. Paralela à essa lógica, quando os jovens iniciam os impulsos sexuais, é de suma importância que os pais aconselhem o uso de camisinhas e direcionem os empecilhos que o ato sem proteção pode culminar, dito que quando há ausência de um diálogo, a maioria dos jovens são norteados por amigos que nem sempre guiam para o caminho certo, o que resulta em doenças sexualmente transmissíveis. De acordo com o programa das Nações Unidas (UNAIDS) que tem a função de criar soluções e ajudar as nações em combate à AIDS, foram descobertos no ano de 2016, mais de 40 mil novos casos espalhados pelo Brasil, evidenciando que o despreparo da família em conjunto com a deficiência de conhecimento pode corroborar para o contágio da enfermidade.

Concomitantemente, outro fator culminante para a instigação do aumento de doenças sexuais entre jovens é que, grande parte dos indivíduos não sabem que portam o vírus em seu corpo, e continuam relacionando-se sem preservativos. Por consequência, acarreta em uma intensificação do quadro clínico, sendo levado em conta somente quando a doença apresenta um cenário avançado. Segundo uma pesquisa feita pela A Pense (Pesquisa Nacional de Saúde Escolar), 75% dos jovens entre 15 e 24 anos nunca fizeram o teste de HIV, uma vez que a ausência de educação sexual em entidades didáticas compõem uma formação desse panorama de alta incidência nos jovens.

Fica perceptível, portanto, que medidas de cunho socioeducacionais são necessárias para mitigar o cenário atual. Logo, é essencial que o Ministério da Educação em conjunto com as Instâncias Midiáticas atuem, respectivamente, no âmbito escolar e nas redes de televisão de aptidão nacional, introduzindo aulas com profissionais capacitados na área educacional de jovens em preparação sexual e palestras pedagógicas a cerca das doenças que mais acometem os indivíduos que não usam camisinha, com a finalidade de guiar os jovens desinformados e produzir um cenário onde os estudantes possam retirar suas dúvidas quando não são orientados pela família. Outrossim, os meios de divulgação informacionais devem introduzir campanhas e comerciais sobre a prevenção da AIDS e outras DST. Assim, poder-se-iá verificar uma sociedade mais prevenida e conhecedora.