O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 26/09/2019

“O importante não é viver, mas viver bem”. De acordo com Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância que ultrapassar a da própria existência. Entretanto, no Brasil, essa não é uma realidade para os jovens, visto que há um aumento exponencial das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Nesse contexto, deve-se analisar como a negligência do núcleo escolar atrelada à alienação dos jovens, contribui para o atual cenário catastrófico. Diante disso, analisar as causas dessas falhas é fundamental para contorna essa realidade.

Antes de tudo, é preciso verificar sobre a desinformação dos brasileiros. A premissa de Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, em Retrotopia é a de que, existe uma desesperança e medo em relação ao futuro, enquanto há uma idealização do passado - como um lugar não-desacreditado de esperança. Porém, o pensamento coletivo do jovens é inverso ao apresentado por Bauman, pois, atualmente, muitos acreditam que ja exista cura para todos os tipos de DSTs, e que tais doenças foram problema do passado. Prova disso, é que 21% da população entre 15 e 24 anos acha que existe cura para a Aids, segundo dados da “Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira”. Resultado disso, é a banalização do uso de preservativos e o aumento de DSTs.

Ademais, é importante ressaltar o descaso das instituições de ensino. No contexto de que, em cinco anos, a Secretária da Saúde registrou 29 mil casos de DSTs entre jovens, é evidente que existe uma ineficiência na educação sexual desses indivíduos. Nesse sentido, jovens que não recebem a educação sexual necessária estão mais vulneráveis à adquirir esses males. Sócrates já confirmou tal relevância, quando afirmava existir apenas um bem, que é o saber, e apenas um mal, que é o da ignorância, a qual é constatada na situação atual. Portanto, é necessário acabar com esse mal para diminuir os casos de DSTs.

Torna-se claro, portanto, a necessidade de uma tomada de medidas que aproximem essas duas realidades. Urge que o  Governo Federal, junto ao Ministério da Educação (MEC), devem implementar nas escolas e universidades matérias obrigatórias que discutam sobre educação sexual, é importante que falem  não só sobre as diversos tipo de DSTs: como a sífilis, Aids, gonorreia, como também ensinem sobre a prevenção de tais doenças. O investimento estatal será feito por recrutamento e treinamento de profissionais licenciados sobre o assunto. Com isso, espera-se acabar com o grande mal, que é a ignorância, e que, assim, diminua o índice da doença no país.