O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 05/10/2019
A evolução da tecnologia tem propiciado mudanças no cenário social do mundo, uma das invenções tecnológicas mais recentes é o preservativo, relatos de pinturas rupestres em uma caverna na França chamada Combarelles, já relatava registros de uma forma de invólucro sobre as genitálias de um homem. Embora, no último século o aumento de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) tem se elevado entre os jovens, sendo uma problemática que se remete não somente ao desuso do preservativo como também podendo ser ao não acesso as unidades de atendimento ou a informação.
A priori, as DSTs sempre existiram, em meados do século XVII Gabriele falloppio já orientava seus pacientes a usar um saco de linho em volta do pênis para evitar a sífilis, prática que com os anos foi substituída por a borracha e atualmente se usa o látex, o que popularmente é chamada de “camisinha” é o principal meio de evitar doenças. O livro “Depois daquela viagem”, escrito por Valéria P. Polizzi conta sua própria história, uma jovem infectada na primeira relação aos 16 anos relatando como é passar com o estigma de uma DST durante a adolescência e juventude.
Por conseguinte, as questões do preconceito acerca dessas doenças revelam como a sociedade se prostra diante de tal fato. Por volta de 1980, a AIDS era um completo desconhecido, não se sabia como ela se manifestava ou como era transmitida, através de pesquisas vários cientistas descobriram que era um vírus. Atualmente, pessoas que não tem acesso as unidades de saúde ou as informações necessárias das DSTs, acaba por não se proteger dessas doenças ficando propicio as mesmas, segundo o Ministério da Saúde são mais de 1 milhão de pessoas entre 15 e 49 anos contraem DSTs curáveis todos os dias.
Em suma, diante dessas constatações, é elementar que medidas sejam tomadas. Para isso, é necessário que o Ministério da Saúde, junto ao Ministério da Educação, venha promover políticas preventivas nas escolas, por meio da realização de rodas de conversas com adolescentes e a participação de médicos e psicopedagogos, para tornar a conscientização sobre a prevenção de DSTs mais frequente e acessível ao público jovem, também se faz necessário disponibilizar preservativos através de unidades de saúde, além da conscientização do público alvo para que o número de casos diminua.