O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 29/09/2019
Preconceito engaiolado
Na série Elite é contada a história de Marina, uma jovem portadora do vírus HIV, de modo que mostra-se a realidade da aversão aos portadores de doenças, alem disso a alienação das pessoas ao seu redor sobre as DSTs. Nesse contexto, a realidade brasileira se apresenta com um número exponencial de doenças sexuais infecciosas, principalmente nos jovens. Dessa maneira, a alienação popular somado ao preconceito corroboram para o crescente número de adolescentes brasileiros com doenças sexualmente transmissíveis.
Numa primeira análise, cabe salientar que há falta de educação sexual dos adolescentes no ambiente estudantil, isto é, as escolas ensinarem sobre DSTs e medidas profiláticas. Nesse contexto, segundo o Educar Rubem Alves, há dois tipos de escolas: a gaiola. Com efeito de resistor físico, uma escola de teor conteudista; e a asa. Age como um impulsionador químico, que preza por formar cidadãos críticos. Nesse viés, a falta de escolas asas no Brasil cria uma sociedade alienada, de modo que ‘’engaiolados’’ num conhecimento raso, não entendem a severidade das infecções sexualmente transmissíveis.
De outra parte, é fundamental destacar que há um enorme entrave, o preconceito, para solução do problema, de modo que muita das vezes, o indivíduo infectado demora a buscar ajuda pelo medo do julgamento. Dessa maneira, o Programa Conjunto das Nações Unidas confirmou que no caso brasileiro, por mais desenvolvido que seja a cura, ainda é preciso trabalhar o preconceito da sociedade com as pessoas infectadas. Ainda assim, em 2014 se tornou crime qualquer tipo de discriminação contra pessoas diagnosticadas com DSTs.
Logo, percebe-se o constante crescimento das infecções sexualmente transmissíveis nos adolescentes brasileiros. Desse modo, percebe-se que cabe ao Governo Federal, por meio de investimentos, fornecer aulas sobre DSTs nas escolas, de maneira que ‘‘aprofunde’’ os conhecimentos dos jovens, para que diminua o número de infectados brasileiros. Para assim, por meio do conhecimento, buscar reduzir o crescente número de infecções sexuais no meio juvenil.