O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 26/09/2019

Em 1940, pouco tempo após se recuperar dos danos causados pela peste Bubônica, a Europa se depara com um novo surto, uma doença jamais vista e com sintomas dolorosos e desagradáveis. Tal doença podia ser transmitida pelo contato sexual, tratava-se da sífilis. Nos dias atuais doenças sexualmente transmissíveis, assim como a sífilis, são comuns e seu crescimento no Brasil são evidentes. Nesse sentido, devemos discutir as causas do aumento no número de casos e possíveis soluções para se evitar a propagação de doenças que tem como vetor de transmissão o ato sexual.

Em primeiro lugar devemos destacar a carência de uma educação sexual adequada. A grande maioria dos jovens nunca teve uma instrução adequada sobre a importância do uso do preservativo e as consequências que doenças contraídas através do sexo podem trazer. Seja em casa ou na escola, muitos nunca tiveram uma discussão franca sobre o assunto com os pais ou uma conversa em grupo na escola, isso se deve ao fato de que para muitos o sexo ainda é tratado como um tabu e que falar e ensinar sobre como se proteger na vida sexual é algo impróprio e que não se deve ser discutido.

Além disso, podemos citar o fato de que os jovens “‘perderam o medo’‘ de doenças sexualmente transmissíveis. Isso se deve não só a falta de instrução adequada, mas também a forma como o assunto é divulgado em campanhas publicitarias. A grande maioria das propagandas e alertas sobre o assunto são feitos na TV aberta, uma mídia que atualmente é muito pouco consumida pela população mais jovem, que geralmente esta mais presente em redes sociais, aplicativos de mensagens instantâneas e consumindo conteúdo em serviços de streaming. Considerando todos esses aspectos, pode-se perceber com facilidade que as atuais medidas de conscientização são ineficazes em atingir esse público em específico.

Portanto, é necessário que o Ministério da Educação atue em conjunto com o Ministério da Saúde para a promoção de aulas de educação sexual nas escolas para alunos que estão iniciando a vida sexual e promoção de debates entre os mesmos e  seus educadores sobre o assunto, isso aliado a conversas dos pais com seus respectivos filhos sobre essa asserção. Além disso, mostra-se necessária uma renovação na forma de conscientização e publicidade sobre o tema, visto que os atuais meios de comunicação usados tem mostrado-se insuficientes para atingir e causar impacto na população com a faixa etária de idade mais jovem.