O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 27/09/2019
O Brasil é referência mundial no combate e tratamento da AIDS, responsável pela redução no número de casos anos após o surgimento da doença. Contudo, atualmente, é notável um aumento significativo dessa e outras DSTs. Diante disso, pode-se dizer que o preconceito no geral e a sociedade brasileira, que é conservadora, contribuem para o aumento de DSTs entre os jovens.
Nesse sentido, o preconceito enfrentado pelos portadores dessas doenças é um fator que implica nesse cenário. A intolerância gera constrangimento, vergonha e receio entre os jovens de descobrir a portabilidade de alguma dessas patologias. Com isso, a grande parte dos jovens optam por não realizar os testes clínicos, visto que, por exemplo, 74,8% desses nunca fizeram o teste de HIV na vida, segunda a PCAP 2013. Por conseguinte, esse contexto gera um aumento na disseminação e no número de infectados.
Ademais, a ausência de educação sexual nas instituições de ensino influencia no comportamento sexual inadequado dos jovens. Por ser conservadora, a sociedade brasileira torna-se um empecilho na educação sexual para a juventude do país. Isto posto, o tema é visto como um tabu e deixa de ser discutido nas escolas, o que gera adolescentes, jovens e como consequência adultos ignorantes sobre essa DSTs e vida sexual saudável. Assim, essa situação implica no comportamento sexual dos jovens, uma vez que há uma estimativa de que 60% desses entre 15 e 24 anos fazem sexo sem preservativo.
Fica claro, portanto, que o preconceito e a ignorância contribuem para o crescente número de casos de DSTs. Faz-se necessário que o MEC em conjunto com o MS invista em aulas e palestras para adolescentes, jovens e pais nas escolas, desde o ensino fundamental ao médio, dando ênfase na importância do sexo seguro, no uso de preservativo e no perigo de DSTs e suas formas de disseminação. Objetivando assim, a reeducação da população sobre o tema e a redução do número de casos.