O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 01/10/2019

A série “Elite”,  original da Netflix, tem como protagonista Mariana uma jovem de 17 anos, a qual é diagnosticada como soro positivo, HIV, o que além de enfrentar o preconceito enraizado no âmbito educacional, lida com sua resiliência mental. Entretanto, fora das telas cinematográficas, a realidade supracitada se assemelha com o tecido social brasileiro, haja vista que à temática de DSTs entre adolescentes, ainda é fator de pouca abordagem. Neste contexto, é necessário analisar tal quadro ligado a omissão do meio educacional  e o papel regulador da saúde.

É indubitável destacar, em primeiro plano, que principalmente na adolescência, jovens buscam por novas sensações, nesse viés, surgem diversos empecilhos relacionado à ausência da prevenção na vida sexual.Segundo pesquisa  realizada pela OMS, 40% da população não utiliza camisinha, demarcando um quadro preocupante, o que é impulsionado pelo tabu coexistente no tecido educacional. Assim, em virtude da carência de posicionamento sobre o uso de métodos contraceptivos, as escolas corroboram na formação de jovens que iniciem sua vida sexual de forma irresponsável, auxiliando na disseminação de doenças sexualmente transmissíveis.Nesta conjuntura, consoante às premissas de Francis Bacon, filósofo inglês, há necessidade de converter conhecimento em condutas ativistas.Logo, é essencial, que Ministério da Educação (MEC), proporcione na esfera educacional a implementação da educação sexual.

De mesmo modo, infere-se o papel regulador da saúde como interventor na disseminação das DSTs. Em princípio, sabe-se que a questão da saúde pública brasileira constitui uma antigo problema no que tange à garantia de acesso gratuito e de qualidade a toda a população. Outrossim, a banalização do debate acerca das DSTs influencia de forma direta para amenizar os índices. Dessa forma, o uso de barreiras físicas é negligenciado principalmente quando os indivíduos fazem uso de um outro método contraceptivo que previna a gravidez, como as pilulas contraceptivas. Exemplo disso, é o aumento exponecial nos casos de AIDS entre mulheres de 15 a 19 anos, segundo dados da BBC.

Portanto, para amenizar os índices de DSTs entre jovens medidas precisam ser tomadas.Desse modo, cabe ao MEC aliado a mídia, proporcionar em escolas projetos e palestras, por meio da modificação da grade curricular, implementando aulas ministradas pelos profissionais da saúde e indivíduos que tem ou já tiveram DSTs, tais palestras devem ser abertas aos familiares e gravadas, sendo transmitidas em horário nobre na TV, com o finalidade de estimular no indivíduo uma cultura consciente na utilização de métodos contraceptivos, além de trazer maior lucidez sobre o tema aos leigos no assunto.