O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 27/09/2019

No início da década de 1980 infectar-se com o vírus HIV era uma sentença de morte rápida e sofrida, durante muitos anos a ineficácia dos tratamentos e o desconhecimento de suas formas de transmissão, tornou a AIDS um mal avassalador. O avanço da medicina no final dos anos 1990 mudou a forma de lidar com o vírus, o que antes era uma ameaça mortal, agora passa a ser tratada como uma doença crônica, controlada por meio de um coquetel de medicamentos, como diabetes.

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA), ou apenas AIDS, ocorre quando o vírus do HIV não está controlado, as proporções da AIDS nos anos 80 e 90 a tornam o primeiro pensamento quando trata-se de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), porém ela não foi a única a ter um aumento significativo de transmissão, infecções como clamídia, sífilis, gonorreia - com casos de supergonorreia no Reino Unido.

A disponibilidade de tratamento, oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, modificou a figura das ISTs entre a população mais jovem, o uso de aplicativos de paquera mostrou-se como um fator de risco, por facilitar o sexo casual.

Jovens que usam preservativos apenas como forma de previnir gravides, ou seja, deixam de usa-los quando não existe esse risco, falta de diálogo em casa e pouca, ou nenhuma, educação sexual nas escolas propiciam a ampliação da contração de ISTs por jovens adultos e adolescentes.

O Ministério da Saúde faz campanhas de conscientização e distribuição de preservativos durante o carnaval, tais campanhas deveriam estender-se ao longo do ano, o Ministério de Educação e Cultura deve encorajar campanhas de educação sexual em escolas de ensino médio e faculdades, produzir palestras, panfletos, cartilhas. O Governo Federal deve implementar uma política de redução de impostos e incentivo de uso de produtos para proteção sexual e aumentar a distribuição deles ao longo do ano.