O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 30/09/2019

O anticoncepcional trouxe, avanços sociais, no qual,foi desenvolvido em 1960 e contribuiu para a prevenção da gravidez indesejada. Porém, ao passo que, o método contraceptivo tenha sido popularizado e intensificado a autonomia da mulher, o uso do preservativo tem sido ignorado, aumentando as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), entre os jovens brasileiros. Tal fragilização a saúde da população verde amarela, se deve a negligencia estatal e social.

Em primeiro plano, as campanhas do Governo Federal contra as DSTs são ineficazes. Nesse sentido, ainda que o Sistema Único de Saúde (SUS), garanta o princípio da universalidade, em que todos os brasileiros devem ter acesso à saúde, parte importante desses, não usufrui de tal garantia. Posto que há a escassez de recursos, nas instituições de saúde e a ineficiência das campanhas midiáticas que se limitam apenas no carnaval. Por conseguinte, parte população menos favorecida economicamente não possui acesso as informações sobre DSTs e aos métodos de proteção, fragilizando a manutenção do princípio do SUS.

Outrossim, são os jovens que estão menos preocupados com os riscos de contrair as doenças sexualmente transmissíveis. Desse modo, quando a filósofa Alemã Hannah Arendt salienta o termo “banalização do mal” para mostrar que os cidadãos comuns são capazes de cometer atos cruéis quando não refletem, corrobora que devido ao sucesso das campanhas contra tais doenças, os jovens estão menos conscientes. Assim, a falta de medo naturaliza o ato sexual sem proteção, desdobrando no aumento de contaminação, conforme a Secretária de Saúde que registrou 29 mil novos casos dessas doenças.

Constata-se, portanto, que as DSTs, são um problema de cunho social e governamental. A fim de diminuir os casos de DSTs entre os jovens, cabe ao Poder Executivo melhorar as políticas de prevenção, intensificando as campanhas contra as DSTs,por meio das instituições de saúde que deve disponibilizar recursos para prevenção, incluindo locais marginalizados.