O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 27/09/2019
A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, conhecida como AIDS, é uma doença sexualmente transmissível ( DST) que debilita o sistema imunológico do indivíduo atacando os linfócitos T. Grandes artistas da década de 90 morreram dessa patologia, como Cazuza e Fred Mercury. Com a evolução da medicina foram desenvolvidos tratamentos para as DST’s conhecidas ocorrendo assim uma queda no número de infecções. Porém nos últimos anos os casos dessas enfermidades vêm aumentando entre os jovens. Isso se deve a dois fatores: a perca do medo do contágio e ineficiência das políticas de prevenção.
Em primeiro lugar, cabe salientar que o perfil dos infectados são jovens de 20 a 29 anos. Isso porque são a juventude que cresceu com a existência dos tratamentos pertinente as doenças sexuais, então não viu seus estragos no passado e não a leva com seriedade, porque sabem que podem ter uma vida normal com elas. De acordo com a Secretária de Saúde do Distrito Federal, nos últimos 05 anos foram registrados 29 mil novos casos de contágio. Nesse contexto, é importante expor que a maioria dos jovens iniciam sua vida sexual sem conhecimento adequado, apenas com o que ouviu falar. Assim, a falta de um componente curricular nas escolas e universidades dificultam ainda mais a mitigação do problema, pois a única forma de aprender sobre educação sexual, hoje, no Brasil é pela internet, com exceção de alguns pais que avocam esse dever.
Concomitante a perca do medo e a falha no ensino da educação, o Governo Federal promove medidas públicas de prevenção ineficientes, como propaganda na televisão e entrega e panfletos. Com o advento da internet, tais práticas se tornaram ultrapassadas e atinge o público jovem baixo. Segundo o boletim epidemiológico promovido pelo Ministério da Saúde, no carnaval houve um aumento de cerca de 38 mil casos de transmissão de HIV e AIDS. Dessa maneira, se observa que mesmo os órgãos da saúde distribuindo 465 milhões de preservativos e tratamento médico gratuito, nada adianta se o público-alvo não for atingido. Em suma, a forma de se comunicar com o mundo mudou, mas os governos mantém a mesma forma retrógrada de informar.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para resolver o impasse. Para que os jovens tomem conhecimento dos riscos das DST’s, urge que o Ministério da Educação promova o ensino da educação sexual para jovens a partir do 9 ano por meio da inserção da matéria na grade curricular. Dessa forma, irão se formar jovens mais conscientes e responsáveis pelos seus atos. Somente assim, pode-se voltar a diminuir os casos de doenças sexualmente transmissíveis entre 20 e 29 anos e evitar mortes como a de Cazuza e Fred Mercury.