O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 30/09/2019
Ao afirmar ,“Se queres prever o futuro,estuda o passado”,o filósofo chinês Confúcio faz,de certa maneira,uma comparação entre o futuro e o passado.De fato,ele estava certo,pois doenças sexualmente transmissíveis não é um problema atual.Desde o ano 1980 observou-se um aumento dramático dos casos de sífilis e gonorréia, muitos dos quais têm ocorrido na população adolescente e de adultos jovens.Assim como hodiernamente,as adversidades ainda persistem,causados principalmente pela falta de diálogo e por desinformação generalizada.
Em primeira analise,vale ressaltar que a ausência de comunicação sobre a problemática é uma das principais causas para o aumento de DSTs .De acordo com o filósofo iluminista John Locke,o ser humano nasce como uma tabula rasa, em que a consciência é criada a partir do seu meio de vivência.Nessa ótica,é possível perceber a necessidade de discutir sobre sexualidade,uma vez que,a sua falta se reflete no desuso de preservativos entre os jovens e,consequentemente na expansão de doenças transmissíveis como a sífilis,gonorreia e Aids.Segundo a UNAids,orgão das Nações Unidas que lida com a doença,o número absoluto aumentou em 2016,foram 48 mil novos casos.Logo,é substancial a alteração desse quadro que vai de encontro com descaso na saúde.
Vale analisar,ainda que a desinformação entre os jovens é um fator que contribui para o crescimento de DSTs.Com a evolução de técnicas de tratamento e os coquetéis de drogas que prolongam a sobrevida de pacientes,tomam-se como falsa entre os adolescentes a ideia de que a Aids se cura com remédios.Nesse ínterim,observa-se as falhas nas políticas de prevenção e,principalmente em campanhas de esclarecimento sobre as complicações das doenças sexualmente transmissíveis,verifica-se a grave leniência do poder público com programas de informação voltados para jovens.Ora,se um governo se omite diante de tal problemática entende-se o porquê de sua
continuação.
Impende,portanto,que atitudes para a reversão da problemática supracitada são necessárias.Destarte, Ministério da Educação (MEC) faça campanhas e palestras de conscientização por intermédio de verbas governamentais. Sendo assim, o projeto ocorrerá em colégios do ensino médio, sendo orientado por docentes da instituição, para abordar os riscos de um sexo desprotegido em palestras e atividades associada às matérias básicas como biologia, por exemplo. A reflexão e conversa, então, podem levar para mudança da consciência jovem e transformar também, gerações futuras.