O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 29/09/2019

No início do século XX, o médico Oswaldo Cruz iniciou campanhas de saneamento básico e, consequentemente, a obrigatoriedade da vacinação contra a varíola no Rio de Janeiro. Apesar da dificuldade de inserir na população a importância dessa prática, foi a partir desse momento que os cuidados com a saúde começou a se fortalecer no país. Contudo, algumas enfermidades tem crescido, o que se deve ao desconhecimento e aos tabus vinculados a essas práticas.

Primeiramente, os equívocos vinculados as DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), estão atrelados a falta de informação que os jovens se deparam. Tal fator, ocorre pelo negligenciamento com o qual a sociedade lida ou recebe as notícias; logo, muitos não tem sequer noção dos riscos vinculados ou acham que todas são curáveis. Como resultado, 29 mil novos casos entre 2012 e 2017, segundo a Secretaria de Saúde.

Ademais, as questões sexuais ainda são tidas, por uma parcela populacional, como algo culturalmente reprovável entre adolescentes, o que torna o diálogo familiar, em especial, inexistente. Isso se deve, ao comportamento do indivíduo, tanto pais quanto filhos, de se enquadrar a condições impostas pela sociedade, o que resume  a visão de Durkheim - o ambiente molda o povo. Consequentemente, não há esclarecimento sobre seu ato.

Infere-se, portanto, que o desconhecimento sobre as DSTs e os tabus persistentes na população tem resultado no aumento das infecções. A fim de melhorar os índices e não gerar maiores problemas para o futuro da nação, a Secretaria de Vigilância e Saúde, deve atuar junto ao Ministério da Educação, de maneira a tornar as questões sexuais algo comum, tratando, dentro de colégios, os riscos e a importância da precaução, de maneira a esclarecer dogmas. Dessa forma, com sabedoria do assunto, não verá mais as questões sexuais como algo impróprio e estará apto  a se resguardar para não sofrer com tais enfermidades.