O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 29/09/2019

No auge dos anos 1980 e 1990, o Brasil enfrenta uma grande epidemia causada pelo vírus da AIDS, o HIV, uma doença sexualmente transmissível, que naquele tempo teve cerca de 25 mil casos registrados, segundo o Ministério da Saúde. Atualmente, as DST’s (Doenças Sexualmente Transmissíveis) atinge uma grande parte da população jovem brasileira, devido a falta de informação e o interesse de se prevenir os mesmos.

Além disso, desde muito tempo a sociedade tem um forte preconceito de que não é apropriado discutir o assunto de sexo e sexualidade entre os jovens, porque acham difícil abordar o tema entre eles. Esse é um dos motivos de mantê-los desinformados, levando a prática do sexo desprotegido e a contaminação com as DST’s. Outro fator que contribui para essa propagação é a banalização do problema, pois os jovens estão cada vez mais perdendo o medo de se contagiar, acreditando nos medicamentos capazes de “curar” a doença. Juntamente com essa causa, vem a falta de campanhas promovidas pelo Ministério da Saúde, já que está sendo feito mais investimentos apenas no período de carnaval , o qual deveria ser durante todo o ano.

Ademais, as principais Doenças Sexualmente Transmissíveis que vem se destacando é a aids, sífiles, gonorreia e clamídia, as quais podem provocar consequências bastantes significativas na vítima. Como por exemplo, danos reprodutivos, causando infertilidade no indivíduo, não permitindo a geração de filhos. Além disso, pode causar exclusão social, pois a pessoa contaminada com alguma DST é capaz de sofrer com o preconceito e julgamento das outras demais. Por outro lado, algumas pessoas não querem fazem todo o tratamento e isso pode acabar gerando também uma maior resistência dos microrganismos aos medicamentos, dificultando mais ainda o processo. Colocando em prática o pensamento do poeta Pablo Neruda, que diz “você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências”.

Em virtude dos fatos  mencionados, conclui-se que esse problema está cada vez mais frequente e deve-se tomar providencias imediatas. Portanto, cabe ao Ministério da Educação promover um maior debate e informações sobre a educação sexual nas escolas, garantindo que os jovens se conscientizem da importância do uso dos preservativos durante as relações sexuais. Como também, o governo junto com o Ministério da Saúde, possa investir cada vez mais no ramo das pesquisas, proporcionando o surgimento de novas formas de tratamentos e diagnósticos para o paciente, assegurando uma melhor qualidade de vida. Por fim, que a sociedade tenha empatia um com o outro, e possa ajudar os indivíduos afetados pelas DST’s a superar essas doenças.