O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 28/09/2019
Ao descobrir o século XX, o início da era contemporânea, marcada pelo surgimento da perspectiva tecnológica e pela modificação das relações interpessoais, em concomitância com o processo de multinacionalização -sendo aperfeiçoado por empresas com o objetivo de integrar cada vez mais o seu capital à economia mundial por meio da inovação!-, pois, a tecnologia não fez a globalização, mas a permitiu se desenvolver. Assim como, viabilizou o avanço da medicina com o fortalecimento de diversas medidas preventivas e anticoncepcionais. Entretanto, a conflituosa adequação dos indivíduos no que se refere à proteção sexual colaborou para a numerosa convergência das doenças sexualmente transmissíveis, configurando um espantoso problema de saúde pública entre a juventude brasileira.
Primeiramente, é apropriado evidenciar os frutos das relações sexuais desprotegidas. A princípio, relaciona-se ao evento frequente da gravidez indesejada, que condiz com o índice de 68,4 bebês nascidos de mães adolescentes para cada mil meninas entre 15 e 19 anos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. Em consequência, a expectativa de vida cai tanto para as crianças precoces, que muitas vezes são infectadas por transmissão vertical, de mãe para filho, tanto para os indivíduos contaminados diretamente pelas doenças sexuais.
Em seguida, no processo elevado de transferência das DSTs, alude-se à negligência e à falta de informação, principalmente na juventude, das ameaças nas relações íntimas desprotegidas. Pois, de acordo com o Ministério da Saúde, isso acontece porquê cerca de 60% das pessoas não usam preservativos, pela falta de informação, descuido e por não se preocuparem com os riscos. E já dizia Santo Agostinho, principal teólogo e filósofo dos primeiros séculos do cristianismo que não há doente mais incurável do que aquele que não reconhece a sua doença. Portanto, a precoce irresponsabilidade comportamental dos jovens brasileiros torna-se um fator definitivo para o progresso sublime.
Por conseguinte, tornam-se evidentes os problemas relacionados ao aumento das doenças sexualmente transmissíveis. A essa conjuntura, é imprescindível que as responsabilidades sejam compartilhadas entre o Poder Público, escolas e a mídia. O Ministério da Saúde deve direcionar projetos que propiciem a informação em ambientes públicos, centros médicos e educacionais, por meio de panfletos, cartazes educativos e orientações médicas, além de instalar máquinas de preservativos nas escolas de Ensino Médio e unidades básicas de saúde. Ademais, é necessária a participação da mídia com propagandas publicitárias e debates públicos. As instituições de ensino precisam estimular a mudança de comportamento dos jovens com palestras educativas e orientação psicopedagógica aos alunos e familiares, diminuindo assim, os números alarmantes de jovens infectados no Brasil.