O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 28/09/2019
Em esfera nacional, as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) vem se tornando um problema de saúde pública de difícil controle. Ignorado frequentemente, o comportamento dos jovens no país demonstra o descaso das autoridades com o aumento de doenças que põem em risco à população, isso se deve a fatores como banalização do sexo e aos avanços médicos-sanitários.
Segundo o escritor Zygmunt Bauman, a sociedade vive tempos de liquidez, aonde as coisas perderam o seu valor para dar lugar às relações imediatista. Prova dessa verdade, é a banalização das práticas sexuais entre os jovens, o que tem levado à disseminação de DSTs. De acordo com o Ministério da Saúde (2016), três em cada dez indivíduos com o vírus HIV são jovens, que colocam sua vida em risco com o sexo sem proteção. Desse modo, é preciso desmistificar a cultura do “tudo é permitido” tão divulgada e buscar práticas mais conscientes e seguras.
Nesse sentido, não são poucas ou irrelevantes as discussões acerca do aumento de casos de DSTs entre os jovens. Ampliando esta ótica, com a reforma médico-sanitária foi possível reduzir à incidência de DSTs na população mundial, o que levou à impressão errônea de que essas doenças já haviam sido superadas e não ameaçariam mais a população. Paralelo a isso, cientistas sociais apontam que os avanços da pós-modernidade trouxeram a ideia torpe de que já existe cura para AIDS e práticas sexuais desprotegidas passaram a se propagar na juventude brasileira.
Evidencia-se, portanto, a necessidade de conter a propagação das DSTs entre os jovens no país. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com escolas e universidade desenvolver ações educativas voltadas para informação sobre o panorama das DSts na atualidade, isso se dará por meio da inserção de disciplinas, oficinas e fóruns de discussão que versem sobre a temática, a fim de que os jovens possam esclarecer dúvidas acerca das práticas sexuais seguras.