O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 27/09/2019

O filme Clube de Compras Dallas de 2013, tem como temática a vida de Ron Woodroof, um homem intolerante e preconceituoso, o qual dispõe do mau hábito de praticar atos sexuais sem preservativo na noite de Dallas, ao receber o diagnóstico de AIDS, logo ignora e subestima a doença ao acreditar que se restringe á homossexuais. Tal imprudência e desinformação, em contrapartida, não é privilégio da obra cinematográfica, um grande exemplo se concentra no Brasil, que em 2016 foram registrados mais de 37 mil casos de HIV conforme o ministério da saúde. Nesse contexto, os entraves da prevenção e tratamento das ISTs denotam de um país com tabu social e ignorância populacional.

Convém ressaltar, a princípio, a censura pública acerca das infecções como um dos produtores da problemática. Isso decorre dos meios de comunicação e sociedade normativa no qual, abordar sobre as DSTs é algo constrangedor e estigmado. Consoante ao psicanalista Sigmund Freud, o homem é fruto do meio, assim os indivíduos soropositivos devido ao receio de sofrer preconceito, consequentemente, optam por esconder e não fazer o tratamento ou até mesmo transmitirem para outras pessoas.

Outro ponto relevante, é a falta de informação como mantenedor do aumento das DSTs. Assim como a geração da década de 90, designada como o auge do HIV, onde milhares de infectados morreram, devido não haver prognóstico e tratamento para a infecção. Diferencialmente, é a geração atual na qual não vivenciou nefastos acontecimentos, graças às intervenções criadas. Assim desconhecem os efeitos e causas das infecções, e por consequência praticam relações sexuais sem preservativo, ao presumirem jamais resultar algo.

Torna se evidente, portanto, que é imprescindível a mitigação dos desafios á superar o aumento das ISTs. Para que isso ocorra, urge um esforço do Estado, que traga à população a consciência de que as DSTS devem ser tratadas como qualquer outra doença, por meio de parcerias com influenciadores digitais abordando o assunto de forma simples e espontânea, para que minimizem enfim, casos de soropositivos que não procuram tratamento.Outrossim, para que as pessoas conheçam os métodos de prevenção e tratamento das infecções, assim como suas razões e sequelas, cabe ao Ministério da Educação, introduzir aulas de educação sexual como forma de informar, não só sobre as infecções mas todos os ramos. Só assim, será privilégio apenas das telas, casos como o de Ron Woodroof.