O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 29/09/2019

O filme “Cazuza - o tempo não para” conta a luta desse cantor contra a síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), um dos tipos de doença sexualmente transmissíveis (DSTs). Essa é uma problemática social, visto que esse modo de enfermidade tem se tornado crescente entre os jovens brasileiros. Nesse panorama, não se deve negligenciar a necessidade de reformular as campanhas preventivas e a ausência de participação escolar.

A princípio, cabe ressaltar a importância de remodelar as campanhas preventivas, para que sejam voltadas para o público jovem. Sob a égide constitucional, é dever do Estado promover campanhas políticas que visem à redução do risco de doenças. Embora, essas ações sejam realizadas, muitas vezes não atingem a juventude, haja vista o tipo de linguagem usada, inclusive a não verbal, que nem sempre reflete o cotidiano juvenil, como suas gírias e hábitos.

Sob outro viéis,  cabe frisar que a falta de ações de elucidação sobre as DSTs em muitas escolas intensifica o índice de jovens com essas enfermidades. Consoante ao pensamento do psicólogo Lev Vygotsky, a escola não deve se distanciar do aspecto social. No entanto, essa perspectiva não é aplicada em inúmeras instituições de ensino, já que essas não fornecem aos alunos orientação sobre doenças sexuais, como mecanismos preventivos, os sintomas e como buscar o tratamento eficaz.

Destarte, com o intento de mitigar os casos de DSTs entre os jovens brasileiros é imperioso que o Ministério da Saúde reformule as campanhas preventivas, mediante o uso de linguagem mais acessível à juventude, como expressões juvenis, com o intento de atingir esse público. Outrossim, é mister que as escolas promovam, por meio de palestras com médicos, orientação sexual para os alunos, para que esses não precisem enfrentar as mesmas adversidades vivenciadas por Cazuza.