O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 27/09/2019

Desde a peste negra, doença bacteriana, que quase dizimou parte da população da Europa no século XVIII, a partir desse fato, nunca houve uma grande pandemia como a das décadas de 1960 até 1980 do século XX no tocante ao vírus da AIDS, uma doente até então desconhecida pela maior parte da população Brasileira e da comunidade médica e cientifica. Entretanto graças ás pesquisas de grandes centros Norte Americanos, descobriu-se diversas drogas que atenuasse os efeitos do vírus e trouxe mais qualidade de vida para cidadãos portadores deste male, embora com o advento desses métodos houve o aumento das DSTs entre jovens Brasileiros devido a não conscientização por parte do Governo Federal em políticas públicas de combate à essas doenças e falta de investimentos no setor.

Ademais, de acordo com o filósofo Inglês John Locke: ’’ A função do Estado é proteger e garantir os direitos naturais individuais’’, ou seja, o direito à saúde, à vida, o que não vem ocorrendo de fato, pois política de prevenção às doenças como Sífilis, HIV e úlcera genital, não são feitas de forma efetiva pelo Sistema Único de Saúde. Por conseguinte, não basta apenas distribuir preservativos de forma gratuita, é necessário que os jovens saibam o porquê eles devem estar se prevenindo, o porquê o não uso pode trazer mazelas a sua saúde e pode até levá-lo a óbito,o conhecimento dos riscos que se está correndo quando há uma relação sexual desprotegida é a  proteção que Estado deveria ter com à saúde alheia.

Outrossim, de acordo com dados do Ministério da Saúde em pesquisa realizada desde 1990 até os o mês de janeiro de 2019, houve uma queda no número de portadores do vírus HIV de 1990 até dezembro de 2016, mas até 2019 houve aumento significativo no número casos, o que pode ser explicado por outra pesquisa realizada pelo site de notícias UOL, que revela dados alarmantes quanto ao uso de preservativo entre jovens de 20 a 29 anos, 6 em cada 10 jovens que responderam à pesquisa já fizeram sexo sem preservativo. Em adição, a falta de campanhas educativas em escolas, nos meios midiáticos, como TV aberta e rádio, poderia fazer muito a diferença, pois percas como a do músico Cazuza nos anos 90 poderiam ser evitadas com uma simples atitude: a prevenção.

Logo, diante da ineficiência do Governo em garantir a queda no número de DSTs entre jovens, o Ministério da saúde em conjunto com o Ministério da Educação, deve criar uma campanha educativa em escolas públicas e particulares com a presença de médicos do SUS, por meio da convecção de cartilhas e palestras agregadas a matérias como de ciências e biologia, para que haja uma efetiva conscientização dos jovens público algo desse engajamento e diminuição no número de doenças sexualmente transmissíveis através do uso do preservativo masculino e também, o que garante uma cidadania mais justa, pragmática e realmente plural para todos de forma isonômica.