O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 28/09/2019
Apesar dos avanços científicos e informacionais na área da saúde, ainda se vê um aumento expressivo nos casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Isso se deve, principalmente, ao negligenciamento por parte da população ao achar que tal problemática pode ser resolvida ou amenizada com os recursos disponibilizados pelo SUS, e até mesmo pela falta de campanhas eficientes de conscientização sobre doenças venéreas. Nesse sentido, são necessárias medidas capazes de conter e modificar o atual cenário.
Em primeiro lugar, ainda existe um tabu presente na sociedade relacionada às ISTs, como também a perda do medo de contrair essas infecções, o que só contribui para a banalização da doença e, consequentemente, o aumento no número de casos. Segundo o Correio Braziliense, a Secretaria de Saúde registrou 29 mil novos casos de alguma IST até o ano de 2017, o que só mostra como o uso de métodos contraceptivos de barreira vêm caindo em desuso. Sendo assim, muitas são as consequências de tais impasses, como a perda da qualidade de vida da pessoa, os danos físicos (neurológicos, reprodutivos etc.), o preconceito e, por conseguinte, o aumento dos gastos públicos.
Outro fator que ilustra esse cenário, é que apesar dos recursos disponibilizados pelos postos de saúde dos municípios, como camisinhas e tratamento de infecções como Sífilis, coctéis para AIDS e hepatites virais, não há campanha efetiva que incentive e aconselhe o público mais jovem. Logo, isso dificulta a disseminação de medidas profiláticas e a procura por parte do indivíduo ao médico especialista.
Destarte, fica claro, portanto, a urgência em atenuar essa maleza. Assim, o Ministério da Saúde deve promover novas campanhas midiáticas especificamente voltadas ao público jovem, usando personalidades, linguagem e veículos (redes sociais, aplicativos de encontro, Youtube) que tenham apelo junto a essa faixa etária. Além disso, o Ministério da Educação, em parceria com as escolas, devem alertar sobre o aumento da contaminação, a necessidade de proteção e a importância do diagnóstico; como também, desconstruir os mitos que cercam o tema, divulgar maneiras de se proteger e destinar listas de locais para informações de diagnóstico e tratamento. Com isso, haverá menos contaminação de IST, e o Brasil se mostrara mais íntegro e preocupado com a saúde e qualidade de vida de seus cidadãos.