O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 04/10/2019
O filme Clube de Compras Dallas retrata a vida de um homem infectado por AIDS, na década de 80, durante o auge de contaminação da doença nos Estados Unidos. Nos dias atuais, o Ministério da Saúde divulgou dados que atestam o aumento do número de casos do HIV, sífilis e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), principalmente entre a população de 15 a 24 anos. Diante dessa realidade, é imprescindível combater o grave mal de saúde gerado pela disseminação de doenças por contato sexual entre os jovens.
Em um primeiro plano, torna-se necessário analisar como a má instrução contribui com essa problemática. De fato, a discussão acerca da sexualidade ainda é um tema tratado como tabu por grande maioria das famílias brasileiras, o que precariza os cuidados dos jovens quanto ao contato sexual. Com efeito, esse panorama vai ao encontro às ideias do pensador Michel Foucault, o qual afirma que o indivíduo, ao não ser observado, tende a transgredir regras. Desse modo, a omissão dos pais e responsáveis quanto à educação sexual dos adolescentes torna-se fator para a propagação das ISTs.
Além disso, também deve-se ressaltar a desinformação acerca dos métodos contraceptivos. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde Escolar, mais da metade dos jovens fazem sexo sem preservativo. Nessa perspectiva, de acordo com a sanitarista Adele Benzaken, esse comportamento se deve à banalização das doenças sexualmente transmissíveis (DST): as inovações médicas das últimas décadas, junto ao forte preconceito da sociedade sobre o assunto, auxiliaram na falsa percepção de invulnerabilidade frente às DSTs. Logo, a falta de informação se reflete no aumento de jovens infectados.
Portanto, é evidente como esse panorama influi na questão das ISTs na juventude. Assim, urge que o Ministério da Saúde implemente a criação de casas de apoio aos infectados, de modo a oferecer o acesso da população aos métodos preventivos e ao auxílio de profissionais, como médicos e psicólogos, com vista a continuidade do tratamento pelos pacientes. Outrossim, é necessário que o Ministério da Educação realize campanhas em escolas e universidades, com profissionais de saúde, sobre educação sexual e a importância da prevenção no combate as ISTs, a fim de reduzir o número de jovens contaminados por essas doenças.