O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 29/09/2019
Consoante o sociólogo alemão Max Weber, a sociedade é o reflexo dos indivíduos, portanto compete ao homem responsabiliza-se de suas ações de maneira que contribua para o bem-estar social. Todavia, no Brasil, em pleno século XXI, infelizmente, há desafios em combater o aumento de jovens portadores de doenças sexualmente transmissíveis- o que evidencia a carência de projetos governamentais voltados para a conquista de uma nação coesa e saudável.
É inegável que as autoridades brasileiras já desenvolveram ações para que a maior parcela social tenha acesso a métodos de prevenção dessas doenças. Pode-se mencionar, por exemplo, as camisinhas distribuidas gratuitamente em todos os postos de saúde e hospitáis, cujo o objetivo é garantir que todos, idependende da renda tenham acesso à proteção. Isso de certa forma demonstra intento dos governantes em cumprir com aquilo que é direito básico já previsto pela própria Constituição Federativa do Brasil.
Entretanto, medida como essa não é suficientemente capaz de reduzir o número alarmante de jovens portadores de DSTs, pois o que se vê corriqueiramente, em solo brasileiro, é, não apenas pessoas leigas sobre a importância de pevinir-se e que iniciam sua vida sexual sem quaisquer instrução sobre as responsabilidades acerca de não contrair e nem disseminar doenças como a AIDS e a Sifilís, bem como o descaso juvenil perante o uso de métodos contraceptivos que acreditam que o uso deles previnem apenas a gravidez indesejada. Isso decorre do precário nível educacional ora ofertado a maior parte da populção ainda incapaz de responder sobre os impactos que suas imprudências causam ao país. O fato é que não haverá mudanças no quadro de aumento dos casos de DSTs nos jovens enquanto o Estado não moldar o sistema educacional em ética e responsabilidade social para a formação de cidadãos conscientes de sua função no espaço onde estão inseridos.
Depreende-se, portanto, que há necessidade de maaiores investimentos na Educação Básica, já pevistos na Lei de Diretrizes e Bases Nº 9.394/96. Para isso, é plauzível que o Estado -através do Ministério da Educação e Cultura- não só modifique sua grade curricular para contemplar semanalmente, desde a educação fundamental, aulas de educação sexual, mas desenvolva também no âmbito escolar, envolvendo toda a comunidade palestras sobre todas formas de contágio das doenças sexualmente transmissíveis , além de - em parceria com os profissionais da saúde- promova nos postos de saúde campanhas para a realização de testes de HIV com a finalidade de conscientizar desde cedo, sobre a importância da prevenção, e por consequência atenuar o número de jovens afetados pelas DSTs. Dessa forma, forma-se-á uma nação como aquela predita por Weber.