O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 06/10/2019

As doenças sexualmente transmissíveis são infecções que, geralmente, mas não exclusivamente, transmitem de pessoa a pessoa através do contato sexual. Assim, na década de 80, importantes personalidades da músicas brasileira, tais como Renato Russo, Cazuza, vieram a óbito devido o seu sistema imunológico debilitado, em decorrência de uma série de doenças oportunistas, após contraírem o vírus HIV. Embora da década de 80 para cá, o Brasil tenha avançado muito no combate as DSTs, o número tem aumentado exponencialmente nos últimos anos. A respeito disso, dois fatores contribuem para esse cenário problemático, bem como a mudança de comportamento dos jovens e o desconhecimento a respeito do assunto.

Primeiramente é importante analisar a mudança de comportamento sexual da juventude, onde há um maior número de parceiros. Assim, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, o número de casos de pessoas contaminadas foi de 603%, em seis anos, um dado de fato preocupante. Desse modo, nota-se a superficialidade das relações mantidas na contemporaneidade, a preocupação em viver o presente, sem pensar nas futuras consequências. É importante salientar, que a questão em voga é no que diz respeito a relação sexual segura, saber de fato se o(a) parceiro(a) é confiável, pois as DSTs atingem qualquer um , independente de classe, idade. Surge, com isso, a latente necessidade de se precaver e não deixar para o último momento.

Em segundo plano, cabe mencionar o desconhecimento de boa parte dos indivíduos acerca das DSTs. Sabe-se que a escola traz junto de seus objetivos a formação de valores, princípios morais, que direcionará o aluno a utilizar os conhecimentos adquiridos de maneira eficaz, para que sejam aplicados a favor de uma sociedade melhor. Assim, há necessidade de informar a respeito da relação sexual desprotegida. De acordo com o educador, Paulo Freire “a educação sozinha não pode transformar a sociedade, mas, sem ela, a sociedade tampouco pode mudar. Com isso, a falta de orientação sexual ratifica esses aumentos precários das DSTs.

Fica evidente portanto, a mudança desse cenário, de modo efetivo para resolver esses entraves. Diante disso, o Estado brasileiro, por intermédio de políticas públicas analisadas com prioridade deve modernizar e ampliar as campanhas de conscientização, considerando o novo perfil dos jovens, de modo a abranger boa parte do Território Nacional. Outrossim, as instituições escolares, através de parcerias com agentes de saúde, deve instruir o corpo discente, com discussões, pois as pessoas só previnem daquilo que conhecem, por isso, é necessário intensificar os debates sobre a relação sexual  desprotegida. Nesse viés, será alcançado rapidamente uma sociedade mais consciente.