O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 30/09/2019

Durante o século XV, a Europa sofreu um surto de sífilis que foi transmitida rapidamente e tratada a duras penas, pois não existia cura, surgindo apenas em 1943 com a descoberta da penicilina. Analogamente ao fato supracitado, doenças que outrora eram dadas como castigo divino, atualmente beiram a banalidade, onde jovens desprezam o mais simples e eficaz método de proteção, a camisinha.

No decorre das décadas de 80 e 90, a Aids era sinônimo de medo da morte, entretanto, com os avanços da ciência no século XXI, jovens não levam mais a sério as enfermidades, haja vista que a maioria tem cura ou tratamento. Dessa maneira, o filósofo alemão Arthur Schopenhauer fala que, “o maior erro que um homem pode cometer é sacrificar sua saúde a qualquer outra vantagem”, corroborando, assim, a um momento de prazer que pode comprometer o bem estar do indivíduo para o resto da vida.

Em conformidade com a coragem frente às doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), o jovem despreza a importância do preservativo, facilitando a proliferação de DSTs. Por conseguinte, a Caixa Seguradora realizou a pesquisa “Juventude, comportamento e DTS/Aids”, em 2012, com 1208 pessoas na faixa etária de 18 a 29 anos, onde 4 em cada dez entrevistados admitiram não usar preservativo na sua última relação, tornando evidente que não importa a classe social ou opção sexual para contrair uma enfermidade, mas sim praticar sexo desprotegido.

As DSTs, portanto, permeiam a juventude brasileira. Não obstante, o Ministério da Saúde deve pedir que médicos do setor público produzam vídeos que informem a gravidade de uma doença advinda de contato sexual desprotegido, o qual deve ser divulgado nas redes sociais para impactar o máximo de jovens. Ademais, o governo deve realocar recursos do fundo da operação lava jato, para compra de preservativos a serem destinados a eventos de grande porte e a cidades onde o índice dos surtos é grade, mitigando, assim, o erro aludido por Schopenhauer.