O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 29/09/2019
Na série americana “Elite” - da Netflix -, Marina vem de uma família abastada que tenta a todo momento ocultar que sua filha é portadora do vírus HIV. Ao longo da trama, são abordadas as dificuldades de lidar com uma doença envolta por preconceitos, mitos e tabus, até mesmo ocasionando na narrativa a intolerância dos alunos da instituição para os bolsistas, já que havia sido um deles o transmissor do vírus. No entanto, mesmo com milhares de quilômetros de distância, o jovem brasileiro também encontra-se assombrado pelo aumento crescente dos índices de IST’s. Dessa forma isso ocorre devido à falta de atenção do Estado à questão e às ações vindas da própria população.
A priori, um obstáculo a ser enfrentado por essas pessoas é a negligência estatal, dado que nem sempre o Governo cobra - do Ministério da Saúde - meios mais efetivos e abrangentes para por fim a desinformação generalizada e o medo infundado do cidadão comum sobre infecções sexualmente transmissíveis. Assim, caso isso não ocorra, tornaram-se corriqueiros o aumento gradativo das ocorrências dessas doenças, como é o caso da sífilis, que em seis anos cresceu um total 603% no Brasil - como indicam pesquisas realizadas pela revista Abril. Em vista disso, caso essa característica cultural persista, esses eventos serão contínuos e moldarão um corpo social baseado na ignorância.
Certamente, outro desafio é a mentalidade retrógrada de parte da população, que age de maneira a isolar e estereotipar esses indivíduos marginalizados, aumentando - de maneira consecutiva - a aversão desses em relação ao meio. Outrossim, torna-se cabível - nesse contexto - fazer alusão à idealização comunitária de Émile Durkheim, a qual tinha como base que a situação de anomia pode ser causada por conta de mudanças bruscas nas relações sociais. Compreende-se, por isso, que essa situação, na qual o cidadão perde o sentimento de integração no coletivo, pode levá-lo ao suicídio. Impende, pois, que políticas de inclusão ocorram com a população canarinha, para que assim, os jovens - maiores vítimas dessa exclusão - exerçam, fundamentalmente, seus direitos.
Evidenciam-se, portanto, significativas dificuldades em frear o aumento das DST’s no Brasil, principalmente entre a mocidade. Logo, a fim de garantir a segurança do indivíduo, o Ministério da Educação deve criar projetos educacionais nas escolas, os quais devem promover debates, palestras e atividades lúdicas por meio de orientação de ONGs especializadas nesse assunto específico de conscientização e integração populacional na comunidade escolar e na sociedade no geral. Destarte, será possível prevenir mais casos como o de Marina e, diante disso, desenvolver a plena construção de uma cidadania legítima e plural.