O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 29/09/2019
A Constituição Federal de 1988, prevê a saúde como direito de todos e dever do Estado, visando a redução do risco de doenças e outros agravos, bem como o acesso universal e igualitário às ações e serviços de saúde. Em contrapartida, a prática deste direito é dificultada pela problemática referente ao aumento das doenças sexualmente transmissíveis entre os jovens brasileiros, que está diretamente relacionada ao neglicenciamento do uso de preservativos e a transmissão das DSTs durante a gravidez. Deste modo, é imprescindível tomar atitudes com o fito de mitigar tais impasses e proporcionar a plena prática destes direitos.
Em primeiro plano, observa-se um descuido no uso dos preservativos, que é ocasionado pela visão errônea dos jovens na atualidade, de que estas doenças não são patologias tão graves, já que possuem tratamento de fácil acesso. No entanto, a não utilização da camisinha facilita a transmissão de diversas doenças venéreas como a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) e sífilis. Vale ressaltar que isto é algo alarmante, uma vez que o filósofo e médico grego Hipócrates, aborda sobre a importância da saúde, como também da cura e prevenção de doenças Sendo assim, atenuar tais adversidades torna-se indispensável.
De outra parte, percebe-se que a transmissão das DSTs durante a gravidez tem como principal causa a ausência de realização do pré-natal, especialmente entre jovens mais pobres, que não fazem o acompanhamento adequado ao longo da gestação, contribuindo assim, para a transmissão da enfermidade ao bebê, que pode até mesmo levá-lo a morte. Isto é extremamente preocupante, visto que o antropólogo Cecil G. Helman aduz acerca da relevância da assistência médica, que neste caso é a gestacional. Logo, é fundamental minimizar tais empecilhos.
Urge, por conseguinte, tomar as medidas necessárias para reduzir os problemas gerados pelas DSTs entre os jovens brasileiros. Posto isso, cabe ao Ministério da Saúde associado ao Ministério da Educação, inserir na grade curricular escolar, uma disciplina de educação sexual, voltada especificamente para os estudantes do ensino médio, explanando acerca da importância do uso dos preservativos, com intuito de diminuir a ocorrência das infecções sexualmente transmissíveis. Ademais, é atribuído a Organizações Não Governamentais, com apoio financeiro de empresas privadas, a criação de um programa social de assistência médica, direcionada a jovens gestantes de comunidades carentes, abordando sobre a realização do pré-natal, a fim de identificar precocemente a ocorrência de ISTs e assim, minimizar os danos causados ao bebê. Dessa forma, o direito a saúde será posto em prática como descrito na Carta Magna que rege o país.