O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 30/09/2019
A pílula anticoncepcional, que é utilizada até os dias atuais como método contraceptivo, surgiu com a Revolução Sexual ocorrida em 1960. Hodiernamente, a preocupação dos jovens no Brasil tem sido tal contracepção em detrimento a prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (DST’s). Dessa forma, o surgimento de métodos contraceptivos que não protegem contra as DST’s se destacam e a banalização dessas sérias patologias, bem como o não uso de preservativos faz com que o crescimento no número de casos dessas doenças, principalmente entre os jovens, se tornem um problema social e de saúde pública no país.
Em primeiro plano, é importante evidenciar a banalização da juventude brasileira para com essas patologias.Isso acontece pois, com o desenvolvimento do coquetel para a aids - doença muito temida nos anos 1980, os jovens das gerações atuais perderam o medo dessa e de outras enfermidades transmitidas através das relações sexuais. Assim, não se protegem contra essas patologias, o que gera um crescimento dos índices das DST’s cujas consequências afetam o sistema de saúde, uma vez que esse pode ficar sobrecarregado ao tratar doenças que poderiam ser prevenidas, e, também, atingem o âmbito social, já que pode haver preconceito, assim como pessoas com Aids sofreram nos anos 1980.
Ademais, o não uso do preservativo é muito comum entre os jovens brasileiros. Com o objetivo de se evitar apenas uma gravidez indesejada, os indivíduos nessa faixa etária optam por métodos contraceptivos - como a pílula anticoncepcional, mas que não previnem contra as doenças sexualmente transmissíveis. Assim, tem-se como resultado o aumento do número de casos de DST’s no Brasil. Outrossim, a falta de informação é outra questão que contribui para o crescimento desse número. Isso decorre da ausência de uma educação sexual que ainda é um grande tabu social e também das campanhas governamentais para a prevenção dessa doença que só é intensificada em épocas como o carnaval.
Fica evidente, portanto, que o aumento das DST’s entre os jovens no país traz grandes consequências negativas. Urge, então, que faculdades da área da saúde, sejam elas públicas ou privadas, realizem ações, por meio de palestras e rodas de discussões, nas escolas de Ensino Médio com objetivo de evitar a banalização dessas patologias por parte desses jovens.É necessário também, que escola e família ofereçam educação sexual para essa faixa etária, visando informar e conscientizar sobre a importância do uso de preservativos e sobre os danos que adquirir DST’s podem trazer. Por fim, é preciso que o Ministério da Saúde utilize das principais mídias utilizadas pelos jovens para veicular campanhas de prevenção dessas patologias de forma contínua ao longo de todo o ano.