O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 30/09/2019
Nas primeiras temporadas de Grey´s Anatomy, a equipe hospitalar é submetida a realizar exames de sangue para diagnosticar e controlar um possível surto de sífilis, uma infecção sexualmente transmissível. Entretanto, mesmo longe da ficção, no Brasil, o aumento do número de DSTs entre jovens é um problema real. Tal fato advém da ausência de educação sexual e da banalização dessas doenças.
Em primeiro plano, por anos, o sexo é tratado como tabu. Em consequência disso, muitos familiares evitam o constrangimento de tratar do assunto com seus respectivos filhos e, dessa forma, os eles acabam por reproduzirem a transa de forma leiga e irresponsável. Além disso, até mesmo as escolas são impedidas de orientarem alunos acerca da questão sexual, pois um grande contingente da população afirma não ser responsabilidade do estado. Assim, os jovens encontram-se desprovidos de informação da parte das instituições sociais.
Por outro lado, a falta de conhecimento sobre DSTs faz com que, consequentemente, a ideia dessas infecções seja algo distante. Deste modo, as enfermidades são concebidas como algo banal e, assim, superável. Segundo o site de notícias UOL, 21,6% dos jovens acreditam haver cura para AIDS. Por conseguinte, a prevenção é vista como irrelevante.
Por tudo isso, urge que o Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério da Educação, insiram na grade escolar a disciplina de educação sexual, em que docentes dissertem acerca de infecções sexualmente transmissíveis, métodos de profilaxia e outras questões também inerentes à saúde sexual. Dessa forma, com a maior conscientização e conhecimento de jovens, desde o fundamental, espera-se a redução dos casos de DSTs, por meio do coito realizado com responsabilidade.