O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 29/09/2019

Na série ‘‘Sex Educacion’’ é abordado a importância do uso de preservativo no ato sexual. No entanto, essa não é uma realidade presente no cenário brasileiro, haja vista que houve o aumento de doenças sexualmente transmissíveis entre os jovens nos últimos anos. Sendo assim, é incontestável que esse é um problema existente no país e, que é estruturado, principalmente, pela negligência governamental e falta de ensinamentos familiares.

Nesse sentido, de acordo com o artigo 196° da Constituição Cidadã de 88, a saúde coletiva é um direito de todos e um dever do Estado. Entretanto, tal obrigação vem sendo inadvertida pelo atual regime, tendo em conta que são poucas as campanhas contra DST’s no território nacional. Fato que é comprovado com uma breve análise à grade curricular estabelecida pela Secretária de Educação (SEDUC) ao ensino médio - fase escolar onde se encontra maior concentração juvenil - já que não há nenhuma oficina abordando o tema. Dessa maneira, fica evidente a irresponsabilidade governamental, o que colabora para a ampliação do revés.

Ademais, consoante a filosofia Kantiniana, a educação passada ao indivíduo é a principal dirigente para sua formação. Tal teoria que pode ser aplicada à sociedade brasileira, no âmbito familiar, já que os pais e responsáveis adiam ao máximo ou nem conversam com seus filhos a respeito de praticar sexo com segurança e, com isso os jovens acabam não utilizam proteção na relação. Prova disso é a pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), na qual afirma que 70% da população sexualmente ativa já entrou em contato com o HPV. Desse modo, é indiscutível que há poucos leitos familiares que discutem o assunto, o que deve ser revertido com urgência.