O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 30/09/2019

Na década de 80, no Brasil, havia uma preocupação muito grande em relação às doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Essa realidade foi retratada na música “Ideologia”, do Cazuza, que mostrou o sofrimento do astro com a AIDS, doença que matou milhares de pessoas naquela década. Hodiernamente, o aumento das DSTs entre os jovens se dá não só pela falha na educação sexual, com também por uma cultura que trata o sexo como tabu.

Precipuamente, é válido analisar que a falta de educação sexual é um fator agravante da problemática. Uma pesquisa do Ministério da Saúde revela que 60% dos jovens entre 15 e 24 anos praticam o coito sem preservativo. Embora no século XXI o acesso à informação seja vasto, os jovens têm práticas contraditórias quando o assunto é sexo. Nesse viés, fica claro que isso é fruto de uma educação negligenciada.

Não obstante, a cultura brasileira trata o sexo como um tabu, o que dificulta a disseminação da informação correta. Para Foucault, filósofo francês, alguns assuntos, sobretudo o sexo, sofrem restrições na sociedade. Sob tal ótica, é notório que a maioria dos jovens não têm acesso à referências de qualidade, já que os pais, que deveriam ensina-los, não tratam do assunto por receio cultural. Assim, os jovens aprendem sobre a sexualidade através de músicas e filmes, que tratam o assunto como entretenimento. Dessa forma, a responsabilidade sexual é dissociada das informações que são recebidas pelos jovens.

Dessarte, torna-se evidente a necessidade de providências sobre o aumento de DSTs no Brasil. Compete ao Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, a ampliação da abordagem do tema, através de palestras obrigatórias para pais e filhos, com a presença de psicólogos e médicos, a fim de diminuir os casos de doenças e aumentar o conhecimento sexual saudável.  Como resultado, diferente do que aconteceu com o astro Cazuza, os casos de doenças sexualmente transmissíveis diminuirão consideravelmente.