O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 30/09/2019

“O homem é uma corda estendida entre o animal e o super-homem - uma corda sobre um abismo”. A frase do filósofo Alemão Friedrich Nietzsch, é uma alusão que faz parte do atual cenário brasileiro, no que concerne um retrocesso de consciência e autocuidado Humano. Nessa perspectiva, não obstante da realidade, a involução esta cada vez mais presente em problemas que deveriam apenas regredir; como é o caso das doenças sexualmente transmissíveis entre os jovens. É notório, que nos últimos anos avançam os casos de DSTs entre os adolescentes, os fatores que potencializam este mal é a banalização dos malefícios pela falta de informações adequadas, como também pelo pouco uso da camisinha, tornando um contexto desafiados que precisa urgentemente ser atenuado.

Em primeira análise, sabe-se que o Brasil sofre com a falta de informação sexual aos jovens, portanto, é nítido que a elevação dos casos das doenças sexualmente transmissíveis entre os jovens está intimamente ligada a não visibilidade deste mal, sendo o principal fator e impulsionador do problema, que em consonância com as nefastas políticas públicas ocasionam os significativos índices dos últimos anos. Desse modo, a persistência deste revés segue pela deficiência de políticas aplicadas somadas ao estilo de vida da juventude moderna, nos quais, a grande maioria vive apenas o momento deixando de lado o autocuidado e a desvalorização do saber.

Deve-se abordar, ainda, que a mentalidade retrograda ainda é presente na sociedade adjunto aos valores líquidos, como o exposto pela perspectiva do filósofo Bauman, no qual as relações sociais se esvaem e se tornam menos concretas, assim a liquidez das relações interpessoais leva o ser a mudar de parceiro constantemente, e que por muitas vezes fazem uso do sexo desprotegente, sendo este a principal porta de entrada para as DSTs. Segundo os dados da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo constam que as ocorrências de sífilis por transmissão sexual cresceram 603% em seis anos, números que confirmam o verdadeiro cenário desafiador que o Brasil enfrenta; contudo faz-se necessário uma elaborada campanha de políticas publicas, para que este quadro não avance.

Entende-se, diante do exposto, a real necessidade de ações governamentais, para isso, é necessário que o Ministério da Saúde, junto ao Ministério da Educação, venha promover políticas preventivas nas escolas, por meio da realização de rodas de conversas com adolescentes e a participação de médicos e psicopedagogos, para tornar a conscientização sobre a prevenção das DSTs mais frequente e acessível aos adolescentes, com a finalidade de atenuar a problemática. Ademais, para a eficiência das campanhas combativas é importante o diálogo dos pais com os filhos promovendo a aproximação e a confiança, então só  assim haverá o progresso da consciência e do autocuidado  humano.