O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 29/09/2019
A AIDS é uma doença sexualmente transmissível e uma das mais comuns entre jovens, transmitida pelo HIV, no entanto, não é um problema atual, foi detectada nos Estados Unidos em 1981. Desde então, muito se fez para tratar a doença, porém, com os bons resultados no tratamento, houve um grande descuido, principalmente, por parte dos jovens e homossexuais. Outro problema é a resistência das pessoas para fazer o teste, pela não aceitação e o medo de serem discriminados. Consequentemente, há um aumento significativo de indivíduos soropositivos.
Sabe-se que houve muitos investimentos no tratamento, na prevenção e no diagnóstico da doença, com o tratamento adequado uma pessoa consegue viver normalmente por cerca de 100 anos. Apesar das medidas já existentes, os índices de contaminação não diminuem. Devido a fatores biológicos, homossexuais têm maior risco de contrair HIV. De acordo com Georgiana Braga- diretora da UNAIDS Brasil-, “O jovem de hoje não viu ídolos morrerem e não têm exemplos que tornam a epidemia da AIDS real.”, por isso há uma resistência ao não uso da camisinha.
É notório que grande parte da população se recusa a fazer o teste, o medo de perceber-se doente é o maior incentivador da proliferação dessa moléstia. Segundo Einstein- físico alemão- “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado.” O grande tabu gerado no início da doença criou uma série de inverdades sobre a sobrevida e o preconceito. O teste é sigiloso e gratuito, mas é necessário profissionais mais especializados para um tratamento mais humanizado.
Destarte, é indiscutível que medidas são necessárias para solucionar o impasse. É dever do Ministério da Educação, por meio das escolas, criar palestras com especialistas para educar sobre a moléstia, destacando que é de suma importância o uso de preservativos, magnitude do diagnóstico e do tratamento. O espaço de concessão aberto à Anvisa pode, ao invés de focar na prevenção, como já é feito, enfatizar a vida normal que se tem portando a síndrome. A longo prazo é viável criar, nos hospitais universitários, enfermarias especializadas no acompanhamento do portador de HIV, para um tratamento mais humanizado. Com tais implementações, o problema poderá ser uma mazela passada na História brasileira.