O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 30/09/2019

As DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) são um conjunto de enfermidades infecciosas transmitidas, majoritariamente, pelo sexo sem proteção. Embora a ciência e a tecnologia tenham descoberto muito sobre elas, o que ajuda na prevenção, ainda há um aumento dos casos. Consoante a isso, as infecções encontram duas portas principais de entrada: a banalização da gravidade de ter uma dst e a diminuição do uso da camisinha.

Primeiramente, o pensamento individualista de achar que não será atingido pelas doenças é preocupante. Analogamente, o filósofo George Santayana disse que aqueles que não conseguem lembrar do passado estão condenados a repeti-lo. Dessa forma, a frase exemplifica como o HIV - a mais temida das DSTs - que deixou muitos mortos no século XX, um século depois, ainda é temida e, infelizmente, corre o risco de ser o agente de uma nova explosão de transmissões. Assim, dever-se-á minimizar esse pensamento retrógrado, para minimizar a quantidade de infectados.

Ademais, a queda do número de jovens que usa camisinha contribuiu para o aumento das transmissões. Sob essa perspectiva, o quadro atual é explicado pelo conceito de “anomia”, do sociólogo Dahrendorf. A teoria fala que as normas do comportamento social perderam a sua relevância e vai de encontro ao aumento das DSTs. Isso, porque o principal método de prevenção, a camisinha, não é usada frequentemente. Então, deve-se extinguir essa ideologia, principalmente, no âmbito dos jovens.

Portanto, a fim de haver uma diminuição da transmissão das DSTs entre os Jovens, no Brasil, é necessário que o Ministério da Saúde promova mais campanhas de circulação de camisinhas, por meio de médicos especialistas no assunto, com o intuído de expor os perigos do sexo desprotegido e contribuir com aumento da repercussão do assunto, o que amenizará o seu estigma. Assim, como Santayana defende, ir-se-á prevenir o presente para um futuro melhor.