O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 03/10/2019

Consoante ao físico Albert Einstein,“A distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente”. Visto que a relação humana com as doenças sexualmente transmissíveis é derivada de meados do século XVI, sendo mais impactante atualmente na população. Portanto é possível destacar os principais motivos que corroboram para acentuação do aumento de casos de DSTs entre os jovens: A negligência governamental e a cultura de banalização da sociedade hodierna que permeia essa problemática.

Convém ressaltar que o problema advém em muito da displicência do estado sobre o crescimento desenfreado de jovens infectados por DSTs. De maneira análoga a Nicolau Maquiavel no livro “O Príncipe”, o estado deve incumbir-se de garantir a comodidade e o bem-estar de todos, incluindo a população contaminada, todavia, observa-se que essa concepção não se aplica ao Brasil, à medida que vê-se cada vez mais essas pessoas inseridas em relações sexuais inconsequentes e irresponsáveis. Dessa forma, observa-se que a parcela mais nova da sociedade torna-se um caminho mais fácil para a expansão dessas doenças, acarretando em um grave problema de saúde pública.

Cabe mencionar em segundo plano, que o desleixo das pessoas em relação a infecção e suas consequências é um fator agravante para a manutenção dessa problemática. Conforme dados do Ministério da Saúde, pessoas entre 25 e 39 anos são mais suscetíveis a contrair DSTs. Constata-se assim, que lamentavelmente a cultura humana leva a um pensamento de invulnerabilidade irresponsável diante ao crescente número desses casos, expondo a sociedade a constantes riscos.

Em suma, o aumento descontrolado nos casos de DSTs entre os jovens é um complexo desafio que necessita ser combatido. Destarte, urge ao governo por meio do aumento prioritário de investimentos no setor de saúde, implementar programas de tratamento em meio escolares para auxiliar quem está contaminado ou tem algum contato, visando impedir a   propagação da doença. Em paralelo, as instituições de ensino -responsáveis por desenvolver o pensamento e conceitos da população- devem através da oferta de debates, palestras e distribuição de materiais didáticos sobre esse tema, promovendo diálogos que estimulem o posicionamento dos jovens a serem inseridos na sociedade e dos adultos já pertencentes a ela, objetivando reduzir a expansão de novos casos com estes.