O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 30/09/2019

A Sífilis, a Aids e a Tricomoníase são todas doenças causadas por seres vivos distintos, como é o caso de uma bactéria, um vírus e um protozoário, respectivamente. Todas possuem uma característica em comum: são doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e, por isso, podem ser previnidas com medidas profiláticas como o uso de preservativos. Entretanto, há um aumento significativo dessas doenças entre os jovens. Desse modo, uma alternativa é que, as escolas possuam o papel em educar os alunos sobre os riscos do sexo sem proteção.

Os jovens precisam ser educados sexualmente, pois ainda não possuem noção sobre o real perigo que as DSTs podem acarretar. Ainda há muita desinformação entre eles: 21,6% acham que Aids tem cura, segundo dados da Pcap (2013). Isso revela uma grave desinformação entre os jovens, pois o maior problema dessa doença é justamente o fato dela ainda não possuir cura. Desse modo, demonstra-se a falta de educação sexual no Brasil.

No entanto, falar sobre sexo e seus perigos ainda é um tabu para muitas escolas. Isso se deve à sociedade brasileira, que geralmente trata o assunto de forma conservadora, encarregando os pais de falarem sobre os riscos das DSTs. No entanto, esse método é inefetivo pois, como visto, os índices dessas doenças vêm aumentado. Dessa maneira, faz-se necessário que se quebre o tabu com uma lei que determine o debate sobre o assunto nas escolas.

Portanto, para diminuir o índice de DSTs entre os jovens brasileiros, é necessário que o Ministério da Educação reformule a grade curricular da disciplina de biologia, para tornar obrigatório o ensino sobre relações sexuais e suas consequências adversas, com um enfoque para as DSTs. Para isso, é necessário criar esse projeto de lei, para posteriormente ser aprovado no Congresso Nacional. Por fim, caso aprovado, haverá mais informações entre os jovens e, por consequência, diminuição das taxas de ocorrência dessas doenças.