O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 30/09/2019
Na série “Elite”, da Netflix, retrata com clareza os impasses enfrentados pela personagem Marina, filha de um grande empreiteiro, a qual foi infectada pelo vírus HIV após um relacionamento com Pablo, bolsista da escola. No mundo contemporâneo, pode-se perceber situações similares ao drama, de maneira que a negligência do pode público e a volúpia dos jovens potencializam o crescimento das infecções no Brasil.
Em primeira análise, é importante pontuar a negligência governamental em relação ao problema em questão. Nesse panorama, mesmo a sociedade estando exposta a graves infecções, o Estado não acessibiliza todas as pessoas aos devidos cuidados, já que as maiorias das pessoas infectadas não têm cuidados imediatos. Sendo assim, de acordo com a médica Tânia Vegara, da Sociedade Brasileira de Infectologia, “As pessoas só se previnem contra aquilo que conhecem.”, portanto, a sociedade não conhece todos os tipos de IST, visto que as palestras chamam atenção apenas para o vírus da AIDS. Consequentemente, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), há mais de 1milhão de pessoas que contraem infecções sexuais curáveis todos os dias.
Outrossim, e não menos importante, alia-se à teoria do sociólogo Jean-Paul Sartre, ao afirmar que o homem é livre, mas responsável por todos os seus atos. Nesse viés, o jovem acaba usando de sua liberdade para satisfazer-se sexualmente, em que o uso de preservativos quase nunca é aprovado pelos agentes, uma vez que eles pensam apenas em uma futura gravidez, fazendo pouco caso da chance de contrair uma IST. Prova disso, dados estatísticos mostram o crescente avanço no número de infecções sexuais relacionadas aos jovens. Em virtude disso, o jovem acaba proporcionando um risco à qualidade de vida, sabendo há esteriótipos entre a sociedade e os infectados pelos vírus.
Torna-se evidente, portanto, que a negligência do Estado e a volúpia dos jovens intensifica o crescimento do problema. Sendo assim, o Ministério da Educação, em parceria com as escolas, deve adicionar uma matéria ao currículo escolar tratando de ensinar o comportamento adequado na vida sexual a partir da juventude. Ademais, urge que a sociedade faça, por meio das mídias sociais, postagens para o uso, em situações adequadas, de preservativos, mostrando o risco causados pela falta do produto. Pode-se assim, mitigar o problema em questão, e, também, diminuir o índice de problema psicológico causados pelos esteriótipos da sociedade contra os infectados.