O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 30/09/2019

‘‘O importante não é viver, mas viver bem." Segundo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa a da própria existência. Entretanto, no Brasil, essa não é uma realidade para os jovens que são os mais afetados pelas doenças sexualmente transmissíveis. Com isso, ao invés de agir para tentar aproximar a realidade descrita por Platão das vivenciadas por essas pessoas, o desconhecimento e a banalização de assuntos sexuais contribuem com a situação atual.

Em primeira análise, é importante ressaltar que a primeira loja de preservativos foi fundada em Londres no século  XVIII. No entanto, no ano de 1960, teve seu uso descartado pela maioria dos jovens por causa da invenção da pílula anticoncepcional e só foi restaurado após a epidemia de AIDS na década de 90.  Com isso, é possível perceber, hodiernamente que, o problema do desconhecimento sobre sexualidade e função da camisinha afeta todas as gerações. Tal fato se dá por causa do grande tabu social que é falar de sexo com a família e tratar desse assunto na escola, impossibilitando que os familiares e professores passem os conhecimentos devidos sobre esse assunto. Nessa perspectiva, os indivíduos sentem-se perdidos e banalizam as doenças. Logo, esse contexto deve ser mudado.

Por conseguinte, presencia-se diversos jovens com danos físicos e psicológicos. Consoante dados da Secretaria Estadual de Saúde, as ocorrências de doenças por transmissão sexual cresceram 603% em seis anos. Conforme esse quadro, têm-se a perda da qualidade de vida, uma vez que a AIDS, por exemplo, é uma enfermidade que não tem cura e o indivíduo tem que viver com ela por toda a vida. Ademais, há o aumento dos gastos públicos com a saúde, já que as pessoas procuram o SUS para fazer o tratamento. Diante do exposto, fica claro que essa situação deve ser modificada em todo território nacional.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o quadro atual. Para que seja finalizado o problema das doenças sexuais nos jovens brasilienses, urge que o Ministério da Saúde em parceria com as escolas, implementem discussões, de forma lúdica, sobre o assunto por meio de palestras. Isso deve ser dado pela disponibilização de idas de profissionais capacitados até o ambiente escolar. Além disso, a família deve ter participação, de forma que quebre esse tabu de falar de sexo. Assim, os adolescentes podem ter mais informações e não deixariam de se sentir perdidos, e não apenas existirão, mas viverão.