O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 30/09/2019
O filme “Cazuza - o tempo não para” conta a história do artista que conviveu com o HIV e a AIDs por vários anos na década de 1980. Na sociedade atual, o filme não é diferente do que na realidade. Essa problemática persiste por muitos anos e entre os jovens, é uma realidade crescente e alarmante. Entretanto, o sucesso das políticas de prevenção e tratamento aos DSTs fizeram com que os jovens se preocupassem mais com a gravidez indesejada do que com a contaminação da doença e também pela ineficácia do estado nas campanhas de prevenção e dificuldade das famílias quanto a orientação sexual adequada.
Em primeira análise, a Sífilis é a doença transmissível que mais cresce nos últimos anos. Os jovens de hoje são mais informados, porém apresentam comportamento sexual elevado e menos protegido. A partir do momento que o governo conseguiu vitória no combate ao HIV/AIDS no Brasil, os jovens tenderam a não se preocupar tanto com as outras infecções e doenças sexualmente transmissíveis. As campanhas de utilização de camisinha não deve-se limitar apenas em períodos festivos como o carnaval.
Ademais, é importante destacar que questões relacionadas ao sexo e sexualidade são consideradas tabus no Brasil e frequentemente é difícil para as famílias, escolas e sociedades discutir sobre os assuntos, perpetuando dúvidas e mitos entre os jovens. As campanhas de prevenção do estado são ineficiente, devido aos meios de comunicação se restringir apenas na TV. Entretanto, para atingir o publico juvenil do século XXI deve-se propagar nas mídias sociais. É frequente os danos físicos aos jovens como neurológico, reprodutivo e social, pois os portadores desenvolvem doenças psicológicas promovidas na sociedade, a partir da exclusão social por causa do preconceito.
Portanto, o Ministério da Saúde deve-se investir em campanhas publicitárias por meio de formadores de opiniões como os ídolos dos jovens com linguagem própria juvenil nas redes sociais promovendo assuntos sobre DSTs, ISTs e sexualidade garantindo uma sociedade mais consciente e sem preconceito. Além disso, o Ministério da Saúde em parceria com as escolas deve-se propor aulas de educação sexual no período escolar por meio de interdisciplinas e distribuição de folhetos que desconstruam os mitos acerca de sexo, sexualidade e dos medos de proteção.